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Vacina russa é liberada para população do país com fase 3 de testes em andamento

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Cerca de um mês após registrar a primeira vacina para COVID-19 do mundo, a Rússia liberou nesta terça-feira (8) a Sputnik V para a aplicação na população.

Segundo o comunicado do Ministério da Saúde do país, o composto passou pelos devidos testes de qualidades realizados localmente e a entrega dos primeiros lotes do composto às diferentes regiões do território russo deve ocorrer em um futuro próximo.

Vacina da Rússia é liberada à população

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Em 11 de agosto, a Rússia surpreendeu o mundo ao anunciar que havia registrado a primeira vacina contra o novo coronavírus – e agora a Sputnik V voltou a ser assunto mundialmente após o Ministério da Saúde do país afirmar que seu uso pelo público geral está autorizado. Isso significa que, conforme os primeiros lotes forem distribuídos para as regiões do país, a vacina da Rússia poderá ser aplicada na população.

O anúncio chega alguns dias após um artigo sobre as fases 1 e 2 de testes com a vacina ser publicado no “The Lancet”, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo. No estudo em questão, elaborado por especialistas do Instituto Gamaleya (responsável pelo desenvolvimento do composto), é atestado que a Sputnik V gera uma resposta imunológica contra o vírus e não apresenta efeitos colaterais graves.

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Há, porém, limitações no estudo; conforme os próprios autores reconhecem no artigo, a amostra utilizada (76 pessoas) nos testes é pequena e não houve um grupo de controle (grupo que recebe um placebo para que resultados sejam comparados aos das pessoas imunizadas com o composto). Apesar dos resultados positivos, a real eficácia e a segurança da vacina só podem ser efetivamente comprovadas com testes feitos em larga escala.

Estes testes, por sua vez, são geralmente realizados na fase 3, etapa do desenvolvimento de vacinas que promove a aplicação do composto em um grande número de pessoas pertencentes a grupos diversos (saudáveis, portadoras de doenças, idosas, jovens, etc) para avaliar se, na prática, ele realmente protege o organismo de uma determinada doença. Segundo a Rússia, esta fase ainda está em andamento.

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Isso significa que, apesar de já ter sido liberada à população, a vacina da Rússia se encontra em um estágio de testes parecido com os das vacinas de Oxford e da chinesa Sinovac, ambas estudadas no Brasil. As duas, assim como alguns outros compostos, também apresentaram uma resposta imunológica boa e poucos efeitos colaterais, mas ainda passarão por uma extensa análise antes do registro e da liberação.

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