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Lucro de R$ 7,5 bilhões do FGTS será distribuído a trabalhadores: valores, saques e mais

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Brenda Rocha/Shutterstock

A Caixa Econômica Federal vai distribuir 66% do lucro obtido pelo FGTS em 2019 entre as contas dos trabalhadores que tinham saldo em 31 de dezembro de 2019. O valor de R$ 7,5 bilhões será distribuído de forma proporcional ao saldo das contas na data.

Distribuição do lucro do FGTS: detalhes

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Brenda Rocha/Shutterstock

Rendimento e valores

Por lei, o FGTS tem rendimento de 3% ao ano. Com a distribuição do lucro, o rendimento chegará a 4,9%, superior à inflação no ano passado: 4,31%. Isso quer dizer que os trabalhadores terão ganhos reais com o fundo.

O rendimento é maior que o da poupança, por exemplo, que rendeu 4,26% no ano passado, abaixo da inflação.

De acordo com a Caixa, o valor médio a ser distribuído às 167 milhões de contas do FGTS, ativas e inativas, com saldo em 31 de dezembro é de R$ 45.

Saque

O valor passa a compor o saldo das contas do FGTS, mas as regras para sacar o montante não mudam e seguem as situações previstas na Lei 8.036/90, como demissão sem justa causa, saque aniversário e aposentadoria.

Todo trabalhador brasileiro com contrato de trabalho formal, regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais têm direito ao FGTS.

Consulta

Quem tinha saldo no fundo em 31 de dezembro do ano passado pode consultar o valor do crédito em seu extrato a partir de 31 deste mês. Para isso, basta acessar o site da Caixa, o app FGTS ou internet Banking Caixa.

Distribuição será menor que a do ano passado

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Eliseu Geisler/Shutterstock

Não é a primeira vez que o lucro do fundo é distribuído aos trabalhadores. No ano passado, por exemplo, a Caixa distribuiu 100% do resultado alcançado no ano de 2018.

Por meio de Medida Provisória, o presidente Jair Bolsonaro chegou a autorizar que o valor fosse integralmente distribuído este ano também, mas após a aprovação da proposta pelo Congresso, Bolsonaro vetou essa parte do texto.

Na justificativa, o governo afirma que desistiu da medida a pedido do Ministério do Desenvolvimento Regional, que alegou que a distribuição total do resultado do FGTS prejudicaria os recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida para a população mais pobre, ao mesmo tempo em que favoreceria aqueles com maior poder aquisitivo.

Com isso, o Conselho Curador do FGTS ficou encarregado de determinar o valor a ser distribuído.

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Renato P Castilho/shutterstock

Economia