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Avon demite executiva acusada de manter idosa em situação análoga à escravidão

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O caso de uma empregada doméstica idosa mantida em condições de trabalho análogas à escravidão tem gerado horror e revolta nas redes sociais desde ontem. A senhora trabalhava para a família desde de 1998 e, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), não recebia salário regular e estava confinada em um depósito sem cama ou banheiro.

Uma das patroas da idosa tinha um cargo executivo na empresa de cosméticos Avon, que além de se pronunciar e repudiar o caso, demitiu a mulher.

Doméstica idosa é resgatada de trabalho análogo ao escravo

Na última sexta-feira (26), uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu Mandado de Busca e Apreensão Domiciliar em um imóvel no bairro de Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo, e resgatou a empregada doméstica idosa.

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho, a senhora, de 61 anos, era vítima de agressão, maus tratos, constrangimento, tortura psíquica, violência patrimonial e exploração do trabalho por seus empregadores.

Ao chegar ao local, a equipe encontrou a doméstica vivendo em condições precárias em um depósito, dormindo em um sofá velho, sem receber alimentação e sem acesso a banheiro.

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Após se deparar com a situação da idosa e ouvir alguns vizinhos, que relataram episódios de discussão e de omissão de socorro, a equipe confirmou a situação de “trabalho escravo moderno".

Uma das empregadoras foi presa em flagrante, mas logo foi liberada mediante pagamento de fiança.

Avon demite executiva

No Twitter, a Avon se manifestou sobre o ocorrido e, além de demitir a executiva, a empresa afirmou estar se mobilizando para prestar acolhimento à vítima:

"Com grande pesar, a Avon tomou conhecimento das denúncias de violação dos direitos humanos por um de seus colaboradores.

Diantes dos fatos noticiados, reforçamos nosso compromisso irrestrito com a defesa dos direitos humanos, a transparência e a ética: valores que permeiam nossa história há mais de 130 anos no mundo e 60 anos no Brasil.

Informamos que a funcionária não integra mais o quadro de colaboradores da companhia e a Avon está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima".

Trabalho escravo é crime