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Bonner conta que CPF do filho foi usado em fraude para auxílio de R$ 600 e alerta para golpes

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Reprodução/Globo Play

William Bonner usou as redes sociais para denunciar que seu filho, Vinícius, teve seu nome envolvido em uma fraude do auxílio emergencial de R$ 600, do governo federal.

O apresentador do "Jornal Nacional" usou o Twitter para fazer a denúncia e contou que, há três anos, o CPF e o nome de seu filho têm sido usados por estelionatários.

William Bonner denuncia fraudes com CPF do filho

O nome de William Bonner ficou se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter na manhã desta quinta-feira (21) após o jornalista denunciar fraudes com o CPF de seu filho.

"Interrompo meu silêncio no Twitter para denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público", iniciou Bonner, que seguiu com o relato:

"Estelionatários têm usado há 3 anos o nome e do CPF de meu filho para fraudes, como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura, entre outras.

Constituí advogados para encerrar todas as falcatruas, devidamente denunciadas à polícia, com queixas registradas em boletins de ocorrência.

A repetição de fraudes chegou ao ponto de tornar recomendável uma troca do CPF. Mas, no Brasil, a vítima de golpes dessa natureza precisa passar por uma longa provação, em que tempo e dinheiro se esvaem no desenrolar do processo burocrático.

Por justiça, não deveria ser assim. Meu filho e qualquer cidadão vítima de estelionato precisariam ser defendidos pela burocracia, em vez de punidos por ela.

Somos brasileiros. Temos combatido cada nova fraude com persistência e resignação. Mas elas não param. E aí entramos na questão da proteção do dinheiro público".

Como se já não bastasse tais fraudes, o apresentador do "Jornal Nacional" falou sobre a mais recente: um golpe com o auxílio emergencial oferecido pelo governo durante a pandemia do coronavírus.

Nome do filho de Bonner é envolvido em golpe do auxílio

Conforme relatou o jornalista, na última terça-feira (19), ele tomou ciência de que o CPF do filho não só estava inscrito no programa, como também aprovado para receber os R$ 600.

Além de alertar para o golpe, o jornalista ainda lamentou a falta de verificação dos CPFs para liberar o auxílio e levantou o assunto: "Quantos entre esses realmente fraudaram o programa?".

"Na terça, dia 19, fui informado de que o jornal Meia Hora tinha obtido documentos do suposto registro de meu filho no programa de auxílio emergencial do governo. Meu filho não pediu auxílio nenhum, não autorizou ninguém a fazer isso por ele. Mais uma fraude, obviamente.

Apresentados os fatos, o jornal corretamente não publicou a matéria. Mas, desta vez, o que vem à tona é ainda mais grave. Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda.

Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um “não”. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado.

O fraudador provavelmente indicou que não tinha conta bancária e abriu a conta específica da Caixa - a que, obviamente, meu filho não tem acesso. Portanto, sequer sabemos se o dinheiro foi depositado e se foi sacado.

Leio no Globo que a Dataprev não verificou na Receita se os CPFs, embora pertencentes a pessoas sem renda própria, eram de dependentes de cidadãos com renda (como filhos, filhas, parceiros, parceiras). Quantos entre esses foram vítimas de fraudadores, como aconteceu com meu filho?

Quantos entre esses realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Não se zelou pela aplicação do dinheiro público? Quem protege os cofres públicos da ação de estelionatários ou de pessoas mal intencionadas?

Como já informei, há 3 anos meu filho tem sido alvo de golpes de estelionatários, denunciados à polícia. Neste caso, o crime é contra ele, contra todos os que tiveram seus nomes indevidamente usados, e também contra todos os brasileiros, porque ataca os cofres públicos.

De nossa parte, apresentaremos nova queixa-crime. Da parte dos gestores do auxílio emergencial, esperamos apuração rápida da fraude, para que se resguardem o patrimônio público e a confiança dos cidadãos nos mecanismos de controle desse programa.

E para que o controle eficaz do programa não prejudique ainda mais aqueles cidadãos que realmente precisam do auxílio neste momento tão doloroso", finalizou Bonner.

Quem tem direito ao auxílio emergencial?

Para ter acesso ao auxílio emergencial, é preciso cumprir os seguintes requisitos:

  • Ter mais de 18 anos, salvo mães solos menores, que podem solicitar o auxílio;
  • Não ter emprego formal;
  • Não receber benefícios previdenciários, assistenciais, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal (exceto Bolsa Família);
  • Ter renda familiar mensal de até R$ 522,50 por pessoa ou até R$ 3.135 de renda familiar total;
  • Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70;
  • Exercer atividades em uma das seguintes condições: micro empreendedor Individual (MEI), contribuinte individual ou facultativo do regime geral de previdência social ou trabalhador informal.

Auxílio emergencial