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Bela ilustração homenageia João Pedro e toma as redes sociais

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Uma operação da polícia terminou com a morte de um estudante inocente de 14 anos no Rio de Janeiro. João Pedro estava dentro de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, quando o local foi metralhado e ele foi assassinado. Ele é mais uma criança negra morta em operações policiais no Rio de Janeiro, e o caso gerou revolta pelo país.

Ilustração em homenagem a João Pedro

A Delegacia de Homicídios confirmou ao Jornal Nacional que o adolescente era inocente e afirmou já estar investigando o crime.

Após ser atingido, João Pedro foi levado sem acompanhante por policiais que participaram da ação. A família ficou sem notícias do menino. Na manhã de terça-feira (19), 17 horas depois do ocorrido, foi descoberto que o corpo já havia sido deixado no IML.

Um desenho do músico e ilustrador Nando Motta viralizou ao mostrar a menina Agatha, que também foi morta em uma favela do Rio de Janeiro no ano passado, recebendo João Pedro no céu, ao lado de outras crianças que sofreram o mesmo destino.

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Celebridades se pronunciaram após a morte do estudante e pediram por justiça. A atriz Mariana Xavier questionou as afirmações “todas as vidas importam” e “todos somos iguais”.

“Você consegue imaginar a polícia invadindo um apartamento num bairro rico, atirando em um morador branco de 14 anos e depois o levando sem dar satisfação pra onde? Sem dar entrada em nenhum hospital? Deixando a família sem notícias até que seu corpo fosse encontrado no IML? Pra grande parte da população nem a própria casa é um lugar verdadeiramente seguro.”

O ator e ex-BBB Babu Santana, que dentro do confinamento ficou conhecido por levantar discussões sobre questões raciais, perguntou aos governantes “quantos [mais] irão morrer?”. “São vidas! E a maioria são vidas do povo preto!”.

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A atriz Zeze Motta afirmou que a morte de João Pedro “escancara violência policial durante pandemia”.

Leandra Leal, Ivete Sangalo, Eliana, Bruno Gagliasso, Iza, Bruna Marquezine e inúmeras outras pessoas também protestaram contra a violência policial e a morte de mais uma criança negra em favelas do Rio de Janeiro.

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