Secretaria de Saúde recolhe cerveja após suspeita de causar síndrome nefroneural

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Oito casos de uma síndrome que afeta os sistemas neurológico e renal que podem estar relacionados ao consumo de lotes contaminados da cerveja "Belorizontina" Pilsen, da marca Backer, estão sob investigação em Minas Gerais. Após constatar a presença de substância tóxica na bebida, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais determinou o recolhimento do produto.

Síndrome misteriosa pode estar ligada à cerveja

No final de 2019, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas) foi notificado sobre a ocorrência de dois casos de insuficiência renal aguda com alterações neurológicas em Belo Horizonte e Juiz de Fora.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, até agora são 9 casos notificados (1 descartado por não apresentar os mesmos sintomas dos demais e por ter doença renal prévia) e um óbito.

Todos os pacientes manifestaram insuficiência renal aguda de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas. O quadro foi nomeado síndrome nefroneural.

Foram colhidas amostras de bebida para avaliar possível contaminação e, agora, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informa que laudo apresentado pela Polícia Civil comprova a presença de substância tóxica em cerveja consumida por pacientes internados em estado grave, em Belo Horizonte.

A contaminação refere-se às cervejas da marca “Belorizontina”.

Recolhimento do produto

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A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informa que a partir desta segunda-feira, dia 13, receberá cervejas da marca, de qualquer lote, de moradores de Belo Horizonte que possuam o produto para consumo próprio. Não serão recebidos produtos de bares, restaurantes e supermercados. O material ficará sob custódia da Secretaria Municipal de Saúde para encaminhamento das investigações necessárias. O órgão ainda orienta a suspensão do consumo da cerveja Pilsen marca "Belorizontina" lotes L1 1348 e L2 1348.

A entrega deve ser feita de segunda a sexta, das 8h às 17h, nos seguintes endereços:

  • Barreiro: Avenida Olinto Meireles, 327 – Barreiro
  • Centro-Sul: Avenida Augusto de Lima, 30, 14ª andar – Centro
  • Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
  • Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
  • Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
  • Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
  • Oeste: Avenida Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
  • Pampulha: Avenida Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
  • Venda Nova: Avenida Vilarinho, 1.300, 2º Piso – Parque São Pedro

Em comunicado nas suas redes sociais, a cervejaria Backer, responsável pela bebida, se manifestou e também se prontificou a recolher o produto, mas apenas dos lotes L1-1348 e L2-1348, nas casas dos consumidores:

"A Backer reforça que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina.

E reitera que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas.

A cervejaria informa que os lotes L1-1348 e L2-1348 serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado.

Para isso, os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento.

A cervejaria aguarda a conclusão das investigações e reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos."