Praias sujas, morte de golfinho: o enorme estrago que óleo causou no litoral brasileiro

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Divulgação/Marcos Rodrigues/Governo de Sergipe

No começo do mês de setembro, foi confirmada a presença de manchas de óleo em praias paraibanas. Com o passar dos dias, novas ocorrências foram aparecendo e se espalhando por toda a região nordestina — até agora, 166 localidades nos nove estados do Nordeste já foram afetadas.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, já foram retiradas mais de 200 toneladas de óleo das praias. A causa permanece desconhecida, mas as consequências já são são bem visíveis.

Vazamento de óleo ameaça saúde humana e de animais

A ameaça à vida de animais marinhos é uma das principais preocupações relacionadas ao vazamento de óleo. De acordo com o Ibama, a substância já causou a morte de 13 tartarugas e de uma ave.

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Governo de Sergipe/Divulgação

No entanto, estima-se que esse número seja bem maior. Isso porque estão incluídas apenas mortes que foram verificadas por um veterinário do órgão — há muitos casos em que essa análise não acontece o que os animais nem chegam a ser encontrados.

No Ceará, por exemplo, já foram contabilizadas 23 mortes de tartarugas após os primeiros indícios do vazamento. No começo do mês de outubro, no mesmo estado, um golfinho com manchas de óleo foi encontrado morto em uma praia de Fortaleza.

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Governo de Sergipe/Divulgação

A substância, que é derivada de petróleo, também já chegou o maior estuário de peixes-boi do país, no litoral norte de Alagoas. Lá, vivem 37 animais da espécie, que está ameaçada de extinção.

Existe também uma questão relacionada à saúde humana, já que o óleo é tóxico. Quem entra em contato direito com a substância, como banhistas no mar, pode ter irritações na pele a curto prazo. Além disso, a ingestão de peixes ou outros animais marinhos contaminados pode causar reações diversas.

Impacto econômico e ambiental

A questão da saúde humana é especialmente preocupante porque o litoral nordestino é uma região turística e recebe gente de todos os cantos do país.

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Divulgação/Governo de Sergipe

Esse é outro ponto que tem afligido autoridades e habitantes: que o vazamento tenha um grande impacto no números de turistas na região, o que afeta também a economia local.

Além de todos esses problemas, um outro vem gerando dúvidas: o que fazer com as mais de 200 toneladas de óleo recolhido? Derivados de petróleo não podem ser descartados com facilidade, e as autoridades ainda não sabem ao certo como armazenar e utilizar o material.

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Divulgação/Marcos Rodrigues/Sedurbs

O mais preocupante, no entanto, é que a origem do vazamento ainda não foi descoberta. Sem essa informação, fica ainda mais difícil impedir que novas manchas apareçam.

O que se sabe é que o material é de origem venezuelana, mas a embarcação e nem sua localização exata foram identificadas.

Ameaças ambientais