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Apitos, sinal de celular e mais: 7 estratégias dos bombeiros para resgate em Brumadinho

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Pedro Vilela / Getty Images

Em 2015, o rompimento de uma barragem de mineração da Samarco (mineradora controlada pela Vale e pela BHP Billiton) fez com que a cidade de Mariana, em Minas Gerais, ficasse coberta por um mar de lama sem fim e 19 pessoas morressem.

Pouco mais de três anos depois, a cidade de Brumadinho (também em Minas) teve o mesmo destino; conforme informa o Corpo de Bombeiros, o novo desastre com uma barragem da Vale já fez três vezes mais vítimas pelo menos, e com centenas de pessoas ainda desaparecidas, as buscas não param.

Em uma operação marcada por tensão, muita cautela e a colaboração da comunidade local com transporte e abrigo para vítimas, o Corpo de Bombeiros não descansou na busca por sobreviventes e desaparecidos – e, para isso, usou diversas técnicas diferentes. Confira sete delas:

Resgate em Brumadinho: técnicas dos bombeiros

Mapeamento da região

Como precisam cobrir uma região muito grande, as equipes de socorro atuam com base em um mapeamento feito a partir de imagens de satélite. Com elas, é possível saber onde havia lugares como fazendas e construções que provavelmente tinham pessoas no momento da tragédia, conforme reportou o site de notícias G1.

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Pedro Vilela / Getty Images

Cães farejadores

Conforme divulgou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em seu perfil no Twitter, o Estado contribuiu não só com mais equipes de bombeiros, mas com cães farejadores para reforçar as buscas em Brumadinho. Treinados, os cães têm a tarefa de ajudar na localização de pessoas – estejam elas vivas ou mortas – sob a lama.

Telefones celulares

Para auxiliar não só na busca como na identificação de possíveis vítimas de pessoas desaparecidas após o rompimento da barragem, a Justiça de Minas Gerais autorizou, durante o segundo dia de buscas, a quebra do sigilo telefônico de quem estava em Brumadinho no momento do desastre.

Pelo sinal dos aparelhos, as equipes de resgate podem saber quais deles ainda estão ativos e quais deixaram de funcionar após a tragédia.

Buscas aéreas

Em helicópteros do Corpo de Bombeiros, as equipes realizam boa parte da busca por pessoas – e até alguns resgates – sobrevoando a região afetada pela tragédia. Vendo de cima, é possível avistar não apenas pessoas pedindo ajuda e corpos como também possíveis construções que desabaram com a chegada do mar de lama e que podem indicar mais sobreviventes ou vítimas.

Em certos casos, os helicópteros chegam a descer bem próximo aos dejetos do desastre, levando ao solo bombeiros que podem prontamente auxiliar em alguns dos resgates.

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Pedro Vilela / Getty Images

Buscas em solo

Apesar das técnicas de localização à distância e da busca aérea, há também equipes no solo procurando vítimas ou sobreviventes do desastre. Neste caso, os bombeiros precisam rastejar sobre os dejetos para que não afundem (como a lama ainda está fofa, não é possível andar), além marcar as áreas que já foram examinadas.

Tecnologia de ponta

Conforme informou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em seu perfil no Twitter, o Estado de Israel se solidarizou com a tragédia e ofereceu ajuda ao Brasil. Além de soldados, engenheiros, médicos e mais cães farejadores, a oferta também inclui equipamentos normalmente usados em submarinos – algo que ajudará, por meio de imagens e sons, a buscar vítimas e sobreviventes que estejam soterrados muito fundo no mar de lama.

Alertas sonoros

Conforme informou o Corpo de Bombeiros ao G1, os socorristas também fazem uso de apitos nas buscas para sinalizar a presença deles a possíveis vítimas. Dessa forma, caso estejam aptas a fazer isso, as pessoas presas à lama podem emitir sons e ajudar os bombeiros a localizarem-nas.

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Pedro Vilela / Getty Images

Desastre com barragem em Brumadinho