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Há um significado bastante importante por trás das cores da bandeira LGBT

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BirgitKorber/ Istock

Durante a 2º Guerra Mundial, o logo usado para identificar os homossexuais nos campos de concentração era o triângulo rosa (foto abaixo).

Nesse período, os homossexuais foram perseguidos e presos. Muitos ainda foram levados aos campos de concentração nazista, onde grande parte era morta ou se suicidava. Estimativas do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos dizem que entre 5 e 15 mil homossexuais foram mortos.

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Reprodução/Gilbert Baker

Para substituir e tentar apagar a dolorosa memória que esse logo carregava, surgiu a Bandeira do Arco-Íris que, hoje, é o símbolo do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) e é um ícone universal que representa o Orgulho LGBT no mundo todo.

Criada nos anos 70, a primeira versão da bandeira era composta por 8 cores, e foi desenvolvida por Gilbert Baker (foto abaixo), artista e produtor oficial de bandeiras norte-americano, com a ajuda do ativista da causa LGBT Cleve Jones.

“Juntos, nós estamos mudando o mundo, nosso planeta, de um lugar de ódio, violência e guerra para um mundo de amor, diversidade e aceitação e é por isso que estamos aqui”, disse Gilbert.

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Spencer Platt/getty images

Significado das cores da Bandeira LGBT

A responsabilidade de reinventar o símbolo era enorme, e Baker sabia disso. Ele queria produzir algo original e bonito, que conseguisse refletir o que todas as comunidades gays do mundo queriam transmitir – e queria fazer isso com as próprias mãos.

Foi então que surgiu a ideia de criar uma bandeira com todas as cores. “O arco-íris nos conecta com todas as cores, com todas as cores da sexualidade e com toda a diversidade da nossa comunidade”, explica o artista na sua página oficial do YouTube.

Segundo ele, as cores possuem significados “hippies”, definidos pela época do movimento. São eles:

  • Vermelho: Vida
  • Laranja: Cura
  • Amarelo: Sol
  • Verde: Natureza
  • Azul: Serenidade
  • Roxo: Espírito
  • Rosa: Sexo
  • Azul-turquesa: Mágica

Bandeira LGBT: como é hoje?

A bandeira que conhecemos hoje é o que Baker chamou de “versão comercial”. Ela sofreu modificações ao longo do tempo por causa da disponibilidade dos tecidos e tem apenas 6 cores: vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul e o roxo.

Quem foi Gilbert Baker?

Nascido no Kansas, em 1951, o artista serviu o exército dos EUA, em São Francisco, entre os anos de 1970 e 1972, justamente quando estourava o início do movimento pelos direitos LGBT.

Depois de sair do exército, ele aprendeu a costurar sozinho, até se tornar um produtor oficial de bandeiras.

Foi quando, em 1978, ele criou a primeira versão da bandeira arco-íris, a pedido do seu amigo e militante da causa Harvey Milk, a primeira pessoa abertamente gay a ser eleita para um cargo público na Califórnia, e que morreu assassinado poucos meses depois.

Milk pediu a Baker que o ajudasse a criar algo que se tornaria o representante universal da luta pelos direitos sociais e legais de pessoas homossexuais.

O pedido veio algum tempo depois do marco mundial do início do movimento, por volta de 1969, quando homossexuais se rebelaram contra uma perseguição policial em Nova York. O fato culminou no protesto de 28 de junho, reconhecido hoje como o “Dia Internacional do Orgulho LGBT”, que deu origem também às paradas gays de todo o mundo.

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Getty Images

Baker também é o dono do recorde das maiores bandeiras do mundo, montadas com a temática em 1994 e em 2003 em comemoração ao aniversário da primeira rebelião gay. A primeira com 1,6 km, e a maior com 2 km, medida que se estendia do mar do Golfo do México até o Oceano Atlântico, em Key West, na Flórida.

O artista morreu em 2017, quando ainda continuava ativo na luta pela causa.  

Movimento LGBT no Brasil e no mundo