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Dia das mães: história por trás da origem é bem diferente do que você imaginava

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James McDowall/Shutterstock

Esqueça as flores, o almoço especial ou presentes com cartões dos filhos. A origem do Dia das Mães é bem mais dramática do que sabemos e foge bastante da forma com que comemoramos hoje em dia.

História real do Dia das Mães

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nacroba/Shutterstock

Quem criou

De acordo com a historiadora Katharine Lane Antolini, da Universidade de West Virginia Wesleyan, nos Estados Unidos, o Dia das Mães surgiu em 1908,  quando a norte-americana Anna Jarvis decidiu lutar para homenagear sua mãe, Ann Reeves, criando uma celebração que enfatizasse o lar como "a mais alta inspiração de nossa vida individual e nacional", conforme escreveu. 

A jovem escolheu o segundo domingo de maio para tal celebração por ter sido próximo ao dia que sua mãe morreu, em 1905. Ela também escolheu o cravo branco como símbolo da data, por ser a flor que sua mãe gostava.

Por isso, ela se empenhou durante toda a vida para oficializar esta homenagem e promoveu uma campanha por cartas, enviando correspondências para “qualquer prefeito, comerciante ou ministro” sobre o assunto, conforme Katherine explicou ao site Quartz.

O primeiro grande movimento aconteceu na Igreja Metodista Episcopal Andrews, em Grafton, na Virgínia e depois foi replicado na Filadélfia. Em 1914, finalmente, o congresso norte-americano reconheceu o segundo domingo de maio como Dia das Mães. 

No Brasil, a data foi oficializada em 1932, por um decreto na época do Governo de Getúlio Vargas - a Associação Cristã de Moços afirma que celebrava a data desde 1918.

Objetivo da data – e porque não deu certo

Acontece que seu objetivo ao fazer referência à mãe teria mais um significado de patriotismo do que a representatividade do “amor maternal”, celebrado atualmente na maioria das culturas. 

“Esta não é uma celebração de sentimentalismo. Trata-se de um benefício prático e de patriotismo, enfatizando o lar”, escreveu Anna. 

A história está contada no livro “Memorializing Motherhood: Anna Jarvis and the Struggle for Control of Mother’s Day”, escrito por Katharine. 

Além disso, quando o Dia das Mães passou a ser um motivo para agitar o comércio, ela passou o resto da vida tentando mudar a data e reviver o motivo real pelo qual a criou.

Comércio no Dia das Mães

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Lucky Business/Shutterstock

Na década de 20, Anna passou a defender o sentido inicial da data frente ao crescente apelo comercial, que associa comemorações à compra de presentes. 

Ela participou de boicotes a comerciantes que aumentavam o preço das flores, dos cartões e dos doces no Dia das Mães e entrou em lutas judiciais por direitos autorais sobre a data.

Anna ainda disparou ameaças quando um filantropo de Nova York decidiu “dividir” a data e transformá-la também em Dia dos Pais, proposta que foi esquecida nos anos 40, como explica a historiadora em artigo escrito para a revista Smithsoniam Mag.

Toda esta luta teve um preço alto para Anna, que morreu em 1948. “Ela perdeu tudo. Foi um movimento que a drenou econômica, emocional e fisicamente. Ela passou os últimos quatro anos de sua vida em um sanatório, cega e sem dinheiro”, conta a historiadora.

Dia das Mães: maternidade real