O que faz a "mãe de todas as bombas", lançada pelos EUA, ser tão poderosa?

*Matéria publicada em 13 de abril de 2017

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Departamento de Defesa dos EUA/Wikimedia Commons

Uma semana depois de soltar mais de 50 bombas na Síria, o presidente Donald Trump lançou o maior artefato não-nuclear dos Estados Unidos em direção ao Afeganistão. Trata-se da MOAB GBU-43, conhecida como “mãe de todas as bombas”.

A MOAB GBU-43 tem o apelido de “mãe de todas as bombas” por conta das iniciais de seu nome técnico. MOAB significa Massive Ordenance Air Blast (Explosão Aérea de Artilharia Maciça), mas também forma as iniciais de Mother Of All Bombs (mãe de todas as bombas).

Desenvolvida durante a Guerra do Iraque (2003-2011), a bomba jamais tinha sido utilizada até agora. Ela foi lançada às 19h32 do horário local (2h32 em horário de Brasília) desta quinta-feira (13) sobre uma rede de túneis que seria um esconderijo do Estado Islâmico.

As informações foram confirmadas pelo Pentágono e divulgadas pela rede de televisão CNN.

Até o fechamento desta matéria, não se teve notícias sobre  a extensão de seus danos no Afeganistão, nem a quantidade de mortos.

Maior bomba não-nuclear

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Poznyakov/shutterstock

De acordo com informações do jornal Mirror, em termos de capacidade destrutiva, pode-se dizer que a MOAB-GBU é a arma explosiva mais temível entre uma série de artilharia de explosão maciça desenvolvida pelo Pentágono na última década.

Ela pesa cerca de 10 toneladas e possui munição guiada por GPS.  Com cerca de 20 m de comprimento, ela tem capacidade de perfurar até 200 m terra abaixo, atingindo até 60 m de concreto antes de detonar.

A GBU-43 foi transportada por um pesado avião de combate modelo MC-130, operado pela Força Aérea norte-americana.

Não se tem dimensão do verdadeiro impacto de uma bomba desse tipo.

A GBU-43 foi testada pela primeira vez em 2003. Segundo as Forças Aéreas, um “enorme cogumelo de fumaça” foi visto nos ares a mais de 30 km de distância dos testes (vide imagem acima).

“O impacto foi projetado para minimizar o risco para as forças afegãs. Os EUA estão conduzindo operações de limpeza na área enquanto maximizam a destruição dos combatentes e das instalações do Estado Islâmico”, informou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

O anúncio do lançamento da GBU-43 foi feito poucas horas depois do Pentágono admitir ter matado por engano 18 rebeldes na Síria em um ataque aéreo.

Por que os EUA estão atacando o Afeganistão?

O porta-voz da Casa Branca Sean Spicer explicou em coletiva de imprensa que o ataque foi direcionado a um sistema de túneis e cavernas que serviam de esconderijo para membros do Estado Islâmico (EI).

Apesar de o ataque ao terrorismo ter sido uma das promessas de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele negou que tenha autorizado pessoalmente este ataque ao EI. De acordo com a CNN, ele afirmou que deu total autorização, sim, para ataques militares. “Todo mundo sabe exatamente o que acontece. Então, o que eu faço é autorizar nossos militares”, destacou, segundo o site.

*Colaborou Nathália Geraldo

Bombas: destruições e segredos