Mariana após desastre: exposição retrata destruição em obras impressionantes

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Arquivo Pessoal/Francisco Rosa

Centenas de casas soterradas, 18 pessoas e quase 20 mil peixes mortos, lama e resíduos tóxicos por todo lado, vegetação prejudicada: o rompimento da barragem de Fundão, na cidade Mariana, em Minas Gerais, é considerado o maior desastre ambiental do Brasil.

Desastre de Mariana

O vazamento de 34 milhões de dejetos de minérios que ocorreu em novembro de 2015 afetou não só o município, mas se espalhou para outros locais do estado e atingiu mais estados. As consequências para a população foram inúmeras, desde falta de moradia, água, até carência de fonte de renda para quem vivia de atividades ligadas à agua.

Francisco Rosa, mineiro de Viçosa, cidade próxima de Mariana, sentiu na pele o que aconteceu, e para não que, de jeito nenhum, que o assunto morra. Ou seja, que as pessoas se esqueçam do que aconteceu. Por isso, ele decidiu retratar os sentimentos e o sofrimento dos moradores que, como ele, foram atingidos pela tragédia por meio de esculturas que estão expostas a partir desta quinta-feira (6) e até o dia 29 de outubro, na “Mariana e Outras Minas”, Galeria Luiz Maluf, em São Paulo.

O artista trata do descaso do poder público com os recursos naturais, além das consequências físicas e sociopolíticas do desastre. “O povo sofreu muito com isso. É um povo religioso, devoto, que se apegou aos santos para ajudar. O meu trabalho é pautado nessa sabedoria popular, no regionalismo e com esse simbolismo da Igreja Católica, para não deixar a poeira abaixar”, explica o artista. Veja algumas imagens da exposição a seguir:

"O Que Sobrou do Boi da Cara Preta"

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Arquivo Pessoal/Francisco Rosa

"Escapulário"

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Arquivo Pessoal/Francisco Rosa

"Cruz Credo"

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Arquivo Pessoal/Francisco Rosa

Tragédia de Mariana