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História de superação de Alison começou na infância: cicatrizes não o paralisaram

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David Ramos/Getty Images

O atleta Alison dos Santos fez história nas Olimpíadas de Tóquio ao ganhar a medalha de bronze na prova dos 400 metros com barreira na madrugada desta terça-feira (3).

Mas, para conquistar o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ele precisou superar muito mais do que as dez barreiras de 91,4 cm de altura cada.

Quando era bebê, Alison sofreu um acidente doméstico grave, que deixou marcas permanentes e visíveis, que quase o impediram de ingressar no esporte. Conheça a história do atleta.

Alison tem história linda de superação

Alison dos Santos tem apenas 21 anos de idade e já é um medalhista olímpico. O atleta, mais conhecido como "Piu" dentro do atletismo, nasceu em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo.

O corredor já havia conquistado o ouro nos 400 metros com barreira nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, mas sua trajetória até conquistar os títulos não foi fácil.

Quem assistiu à prova dos 400 metros com barreira na madrugada de hoje ou já viu o atleta competindo em um outro momento deve ter notado que parece faltar cabelo na parte da frente da cabeça de Alison.

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Michael Steele/Getty Images

Panela de óleo quente caiu sobre ele

A "falha" trata-se de uma cicatriz que o atleta adquiriu com apenas 10 meses de idade, quando uma panela de óleo quente caiu sobre ele, deixando uma grande marca na cabeça e outras menores no peito e no braço esquerdo.

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Ryan Pierse/Getty Images

O acidente causou queimaduras de terceiro grau e Alison ficou mais de dois meses internado no Hospital do Câncer de Barretos e acabou completando seu primeiro ano de vida ainda hospitalizado.

Por causa das cicatrizes, Alison se tornou um menino muito tímido e chegou até a recusar o primeiro convite que recebeu para conhecer o projeto social de atletismo da sua cidade natal e, por causa disso, ele quase não ingressou no esporte

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Christian Petersen/Getty Images

Mesmo depois, quando começou a praticar o esporte, ele vivia de boné para esconder a cicatriz e chegou a realizar sua primeira competição cobrindo a cabeça com uma touca, por vergonha.

No Instagram do Time Brasil, que representa todos os atletas olímpicos, ele ganhou uma história em quadrinhos que retrata sua trajetória até as Olimpíadas de Tóquio (arraste para o lado para conferir a história completa):

Atleta superou cicatrizes e é medalhista olímpico

Mas, aos poucos, Alison foi se libertando das amarras das cicatrizes e hoje assume as marcas sem nenhum problema, mostrando ainda mais seu potencia.

Aos 16 anos, ele já competia entre adultos nos 400 metros com barreira e nos 400 metros rasos. Em 2018, ele começou a participar de provas internacionais e hoje, é o orgulho do atletismo brasileiros nas Olimpíadas de Tóquio.

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Cameron Spencer/Getty Images

Brasil nas Olimpíadas de Tóquio