explore

De Pabllo a Anitta: quem é o DJ do vôlei que conquistou os brasileiros em Tóquio

Quem acompanha os Jogos Olímpicos de Tóquio já deve ter notado uma presença importante durante as partidas (principalmente as de vôlei): a do DJ responsável pela trilha sonora que conquista os atletas e o público.

De Pabllo Vittar a Anitta, passando por Raça Negra, Barões da Pisadinha e Ivete Sangalo, o DJ Stari se tornou um sucesso nas redes sociais.

Mas se você pensou que Stari é brasileiro, está bem enganado. O DJ austríaco foi descoberto nas etapas do tour de vôlei de praia no começo da década de 2000 e, com o passar dos anos, acabou sendo convidado pela Federação Internacional de Vôlei para tocar também nas quadras.

Em entrevista ao VIX, o DJ revelou como organiza as suas setlists de sucesso de acordo com as seleções que estão em quadra e contou que acompanha os atletas – em especial os brasileiros – nas redes sociais.

Quem é o DJ do vôlei das Olimpíadas de Tóquio

DJ Stari conquistou o público ao tocar os hits brasileiros nos intervalos dos jogos de vôlei da seleção do Brasil. Um de seus momentos marcantes foi quando escolheu o hit “Zap Zum”, de Pabllo Vittar, para tocar quando o jogador Douglas Souza entra em quadra ou faz um ponto.

“Eu converso com muitos atletas diariamente e as redes sociais também são parte do meu trabalho de pesquisa. Tento fazer a diferença dependendo do jogador que marca o ponto. Vi que o Douglas é fã de ‘Zap Zum’ e achei que seria legal tocar durante o jogo”, contou Stari em entrevista ao VIX.

É por meio das mídias sociais e de muita pesquisa que o DJ fica a par de quais são as músicas que são hits nos mais diversos países. Isso porque a playlist do músico conta com artistas de diferentes nações – no entanto, são os brasileiros que fazem mais sucesso com o público.

“Eu construí o meu próprio sistema de DJ, com diversos atalhos, para que eu possa reagir rapidamente durante os rallys do jogo. E também faço muitas pesquisas... Quero saber quem é artista, os significados de suas letras, e quando é o melhor momento para tocar uma canção. Meu objetivo não é apenas tocar uma música boa, mas tocar a música certa, na hora certa”, disse Stari.

Stari participa dos Jogos Olímpicos desde 2004. Fã de carteirinha de vôlei e vôlei de praia, o DJ cultivou uma amizade com os atletas ao longo das últimas duas décadas e passou a conhecer seus gostos musicais cada vez mais. E com o Brasil não é diferente: Stari é um fã do esporte e da música nacional.

“Quando falamos de música brasileira, eu penso em Raça Negra, Jorge Ben, Tim Maia, Ivete Sangalo, e muitos outros... Hoje, Anitta e Pabllo são fenômenos mundiais! De modo geral, o Brasil tem músicas diferentes do resto do mundo. A parte instrumental e a sensação do ‘ao vivo’ são coisas que você só encontra no Brasil”, afirmou o DJ.

Mais sobre as Olimpíadas de Tóquio