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Principal suspeito no caso Madeleine se pronuncia pela primeira vez

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Handout/Getty Images

Em 2007, o desaparecimento de Madeleine McCann chocou o mundo. Recentemente, um promotor alemão, que lidera o caso, afirmou que novas evidências encontradas apontam para o principal suspeito do caso, Christian Brueckner, de 44 anos, um pedófilo, como autor do crime.

Christian morou na região onde Madeleine foi vista pela última vez entre 1995 e 2007 e pela primeira vez, ele decidiu quebrar o silêncio ao se pronunciar sobre o caso.

Principal suspeito no caso Madeleine se pronuncia

Em junho de 2020, o promotor do estado de Braunschweig, Hans Christian Wolters, trouxe atualizações sobre o caso e afirmou que os investigadores assumiram que a garota está morta, sendo que o principal suspeito do crime seria Christian Brueckner. 

No mês passado, o promotor contou ao site britânico The Mirror que Madeleine teria morrido em Portugal e que “evidências concretas” vão ajudar a provar que Brueckner assassinou a garotinha.

Além das evidências, Wolters ainda falou, em entrevista ao jornal britânico The Sun, sobre uma nova testemunha, que segundo ele, é "a peça que faltava no quebra-cabeça".

Depois das declarações do promotor, Christian, que atualmente cumpre pena por estupro na Alemanha, escreveu uma carta se pronunciando sobre o caso.

A notícia foi dada pelo tabloide alemão Bild, que informou que, na carta, datada de 8 de maio, o principal suspeito do caso denominou a investigação como um "escândalo" e declarou ser inocente.

Christian ainda disse que os promotores são motivo de "vergonha" ao sistema jurídico alemão e sugeriu que eles pedissem demissão por estarem "perseguindo uma pessoa inocente". 

A carta ainda estaria acompanhada de um quadrinho retratando dois promotores solicitando dois filés forenses em um restaurante que, segundo o jornal britânico The Mirror, seria uma referência ao fato que o promotor declarou que a nova evidência para incriminar Christian, não é forense. 

Desaparecimento de Madeleine McCann

Madeleine desapareceu do quarto de um resort na Praia da Luz, em Algarve, Portugal, no dia 3 de maio de 2007, onde passava férias com a família. Na época, ela tinha 3 anos.

Às 21h daquele dia, seus pais, os médicos ingleses Kate e Gerry McCann, saíram para jantar com amigos, deixando Madeleine com seus irmãos gêmeos no quarto. Quando Kate voltou ao quarto, por volta das 22h, a menina não estava mais na cama.

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Matthew Lewis/Getty Images

Desde então, surgiram várias hipóteses do que teria acontecido com a garotinha. A versão inicial apontava que um homem teria sido visto às 21h15, próximo ao quarto de Madeleine. Entretanto, em depoimento, uma amiga da família, Jane Tanner, afirmou que ele estaria lá apenas buscando sua própria filha em uma creche perto do apartamento.

Uma outra teoria era de que Madeleine teria sido raptada para uma rede de tráfico humano que operava em Algarve, conforme é apresentado na série documental da Netflix "The Disappearance of Madeleine McCann" (O desaparecimento de Madeleine McCann, em português), lançada 2019.

Até mesmo os pais da pequena se tornaram suspeitos no caso. A polícia portuguesa chegou a apontá-los como suspeitos (o que foi retirado perante a Suprema Corte) após especular que Madeleine teria morrido acidentalmente (por medicamentos dados pelos responsáveis) e os pais estariam simulando um rapto para encobrir a situação. Kate e Gerry McCann chegaram a ser detidos, o que culminou com a demissão do inspetor-chefe português encarregado do caso.

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Miguel Villagran/Getty Images

Isso aconteceu em 2008 e depois que os pais de Madeleine foram soltos, o caso foi encerrado pelas autoridades portuguesas e britânicas. Entretanto, em 2013, com a divulgação de novos retratos falados de suspeitos, as buscas pela garotinha foram retomadas.

Agora, com novas pistas, segundo o promotor que que lidera a investigação, a reconstituição será feita com base nas informações da nova testemunha e nas novas evidências e o caso deve ser encerrado antes do fim do ano. 

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Dan Kitwood/Getty Images

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