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Jasmine da vida real: conheça a “princesa rebelde” da Arábia Saudita

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Walt Disney Productions/Samir Hussein/Getty Images

Uma jovem e bela princesa de longos cabelos negros que, com certa dose de rebeldia, luta para ser livre. Quem é fã de desenhos animados imediatamente vai se lembrar de Jasmine ao ler tal descrição.

Mas saiba que existe alguém parecido na vida real: Ameerah al-Taweel, uma mulher de carne e osso que se parece muito, em diversos aspectos, com a famosa personagem da animação “Aladdin”. Assista ao vídeo abaixo e conheça a história da Jasmine da vida real:

Quem é a princesa Jasmine da vida real

Ameerah al-Taweel, a “princesa rebelde” da Arábia Saudita, tem um nome mais complicado que o de Jasmine, mas muito significativo: por coincidência, “ameerah” quer dizer “princesa”, título que a jovem representou por alguns anos.

Arábia Saudita é um país localizado no deserto e que abrange a maior parte da Península Arábica. A região é conhecida como o berço do islamismo. Foi lá que Ameerah nasceu e se tornou a princesa que quebraria vários protocolos da realeza.

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Jasper Juinen/Getty Images

Ameerah não nasceu na realeza. Ela tinha uma vida comum, de classe média, foi criada por sua mãe divorciada e seus avós e queria ser médica cirurgiã cardíaca. Tudo mudou quando, aos 18 anos, ela conheceu o príncipe Al-Waleed bin Talal, neto do rei fundador da Arábia Saudita e um dos homens mais ricos e poderosos do mundo.

Apesar das diferenças de classe social e idade (ele é 28 anos mais velho que ela), eles se apaixonaram à primeira vista e, seis anos depois, em 2008, se casaram. Ameerah, que morava em uma casa simples, passou a viver em um palácio de 200 cômodos. Dizem que ele é tão grande e luxuoso que é preciso de uma hora e meia para visitá-lo por completo.

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Andreas Rentz/Getty Images

Desde o começo do casamento com príncipe, Ameerah mostrou que seria uma princesa diferente. Em vez de apenas desfrutar do conforto e da riqueza, ela decidiu usar seu poder e sua influência para defender causas sociais, principalmente relacionadas aos direitos das mulheres.

Ameerah foi, por exemplo, uma das maiores incentivadoras para que as sauditas pudessem dirigir. Até 2018, apenas os homens tinham permissão para guiar carros, uma regra que a princesa sempre criticou.

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Dimitrios Kambouris/Getty Images

Ela também foi uma das responsáveis pela aproximação com a realiza britânica. Com o príncipe Charles, inaugurou o Centro de Estudos Islâmicos na Universidade de Cambridge. Sua relação com a família da rainha Elizabeth era tão boa que Ameerah foi convidada para o casamento de Kate Middleton e William.

Princesa da Arábia Saudita causou polêmica

Nem todo mundo, no entanto, ficou feliz com o posicionamento forte e as ideias de Ameerah. Suas opiniões e atitudes causaram polêmica entre os sauditas mais conservadores e, mesmo que o príncipe a apoiasse, as críticas abalaram o relacionamento.

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Francois Nel/Getty Images

O casamento chegou ao fim depois de 5 anos e a separação, apesar de ter ocorrido de forma amigável, foi considerada um fato bastante “escandaloso”, já que as mulheres divorciadas são mal vistas no país.

Ameerah não deixou que as críticas afetassem sua vida e ela continuou a defender com firmeza e dignidade sua postura. Em 2018, se casou em segredo com o bilionário Khalifa bin Butti al Muhairi. O casamento aconteceu em Paris, em frente à Torre Eiffel, e contou com uma lista de convidados repleta de celebridades, como Oprah Winfrey, por exemplo.

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Samir Hussein/Getty Images

Atualmente, Ameerah se dedica a várias causas sociais e comanda fundações voltadas a uma ampla gama de interesses humanitários na Arábia Saudita e em todo o mundo. Ela apoia desde projetos voltados para a redução da pobreza até programas de empoderamento feminino.

Ameerah sabe que a situação das mulheres em seu país não vai mudar de um dia para o outro, mas não desiste de lutar. “Não vai ser tão fácil como eu gostaria, porque não estamos falando só sobre política e governo, estamos falando de uma mentalidade, uma cultura, uma religião e uma sociedade muito conservadora”, disse em entrevista.

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