É possível fazer tour virtual na casa de Anne Frank, onde começou a escrever famoso diário

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O Google Arts & Culture, junto com a Fundação Anne Frank, criou um aplicativo e uma página em que é possível fazer visita virtual à casa de Anne Frank, em Amsterdã, na Holanda.

O local em que a adolescente alemã de origem judaica começou a escrever seu famoso diário é bastante visitado por turistas e, agora, pode ser visto pela internet.

Casa de Anne Frank: visita virtual pelo Google Arts & Culture

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Pelo site do Google Arts & Culture ou pelo aplicativo (iOS ou Android), é possível acessar os andares da casa de Anne Frank e ver detalhes como a cozinha, o quarto de Anne, e rever parte do que era sua vida antes de se esconder com a família dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

A casa, originalmente da década de 30, foi restaurada em 2004 e é aberta ao público em horários determinados. Ela era a empresa do pai de Anne, Otto Frank, e tinha um anexo construído atrás.

Como não é possível fazer fotos dentro do museu, a visita virtual é uma boa ideia para quem quer ter algum tipo de registro de imagem do lugar.

Além da visita virtual, com fotos 360 graus, o aplicativo tem curiosidades e uma pequena linha do tempo que mostra fotos da família de Anne, sua história e o contexto histórico em que eles viviam (essa parte está em inglês).

Ela e sua família se esconderam no chamado "anexo secreto", um refúgio nos fundos do prédio do empreendimento do pai da garota, em Amsterdã, por dois anos. Foi ali que a menina judia continuou a escrever o diário mais famoso do mundo, ao contar a triste vivência das pessoas que estavam no local.

Anne e os outros se esconderam na Prinsengracht 263, que consistia em uma casa principal e um anexo. A empresa de Otto Frank estava na casa principal. Aqui, os ajudantes (funcionários da Otto) mantinham a empresa funcionando. As pessoas que se escondiam viveram no anexo por dois anos quando foram descobertas.

Como muitas outras casas nos canais de Amsterdã, a propriedade consistia de uma casa com um anexo. No armazém no piso térreo, os produtos que eles negociavam - pectina, ervas e especiarias - eram armazenados e embalados. Os escritórios da empresa ficavam no primeiro andar. O anexo foi usado como laboratório para experimentar doces de frutas. Em 1942, Otto Frank decidiu criar um esconderijo lá, para sua família e para o de seu empregado Hermann van Pels.

Ela e a irmã, Margot, foram levadas ao campo de concentração em 1944 e morreram um ano depois.

A exposição entrou no ar no dia 12 de junho de 2019, quando Anne completaria 90 anos.

Veja algumas fotos dos cômodos da casa:

Quarto de Anne Frank

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Divulgação/Google Arts and Culture

Sala de estar

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Divulgação/ Google Arts & Culture

Cozinha

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Divulgação/Google Arts & Culture

Área externa - andar superior

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Divulgaç]ao/Google Arts & Culture

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