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7 destinos para se esconder no Carnaval e curtir a calmaria sem enfrentar multidões

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Gianluca Figliola Fantini e thanosquest/Shutterstock

Carnaval é época de festa, música, dança, paquera e muito agito, principalmente nas cidades do litoral brasileiro. Mas, muita gente quer aproveitar os 5 dias de folga para descansar o máximo possível e, por mais incrível que pareça, ainda restam lugares no Brasil onde natureza e tranquilidade reinam - mesmo durante a folia.

Como a recomendação é fugir da praia, listamos 7 destinos nacionais (pelo menos um em cada região do país) para quem quer se esconder no Carnaval. Veja a lista:

Petar (SP)

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Neandro Carvalho/Shutterstock

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira é a área de preservação com maior área remanescente de Mata Atlântica de todo o país. Ou seja, é o destino de quem gosta muito de natureza, pois além da floresta nativa, os principais atrativos da região são cachoeiras e grutas.

O Petar tem quatro núcleos de visitação, três em Iporanga e um em Apiaí. O número de cavernas catalogadas no parque é de assustar: são mais de 250, embora apenas 14 estejam abertas para visitação. A maior delas, no Núcleo Casa de Pedra, tem um portal de 230 metros de altura - o mais alto já encontrado no planeta. A visita pode incluir ainda a Caverna de Santana e a Trilha do Rio Betari, que passa por três cachoeiras.

Foram do parque, as duas cachoeiras mais visitadas por lá são a do Arapongas, onde os aventureiros fazem rapel, e a do Dito Salu, de 78 metros de altura.

Serra da Canastra (MG)

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Luciano Queiroz/Shutterstock

Sossego, queijo e café. Não tem nada mais mineiro que a combinação oferecida na Serra da Canastra. A produção de grãos de cafés em cultivadores familiares é excelente por lá, mas a estrela mesmo é o famosíssimo queijo canastra - registrado como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Iphan.

Mas há uma espetacular natureza por lá também. Criado em 1972 para preservar a nascente do Rio São Francisco, o Parque Nacional da Serra da Canastra abriga animais típicos do Cerrado, como tamanduá-bandeira, ema, lobo-guará e pato-mergulhão, e maravilhosas quedas-d’água (são pelo menos mais de 10 abertas à visitação). A Cachoeira Casca d’Anta, de 186 metros, é o principal cartão-postal do destino.

A portaria principal fica em São Roque de Minas, mas há outra entrada em Sacramento. A recomendação para quem vai para lá é circular com veículos 4x4.

Pedra Azul (ES)

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Gianluca Figliola Fantini/Shutterstock

Destino conhecido dos capixabas, ainda não é muito popular fora do estado. Os viajantes não sabem o que estão perdendo. O distrito do município de Domingos Martins recebe este nome como uma homenagem ao monólito de 1.822 metros de altura cujo cume assume tons azulados ao longo do dia, de acordo com a incidência da luz solar.

O pico que batiza a região fica dentro do Parque Estadual da Pedra Azul. Lá, o turista pode subir uma trilha até o topo da rocha, onde há piscinas naturais formadas pela água da chuva. Um passeio comum por lá é a cavalgada pelas redondezas do parque.

A região é também o paraíso de quem gosta de produtos naturais e orgânicos. Entre os municípios de Afonso Cláudio e Venda Nova do Imigrante, há diversas fazendas e lojas, como a Domaine Île de France, a Fazenda Camocim (que fabrica o inusitado e saboroso café jacu), a Monarca Defumados (embutidos artesanais), o Sítio dos Palmitos, entre outros.

Cânions do Sul (RS e SC)

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Luciano Queiroz/Shutterstock

É a oportunidade de conhecer o Grand Canyon brasileiro, na fronteira entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O conjunto de cânions do Sul do país não é tão grande quanto o norte-americano, mas equivale na beleza.

A região compreende dois parques nacionais: Aparados da Serra, na cidade gaúcha de Cambará do Sul, e Serra Geral, no município catarinense de Praia Grande. Em cada um deles é uma joia da natureza brasileira. Em Aparados da Serra fica o Cânion do Itaimbezinho, o mais bonito de todos. Já Serra Geral guarda o Cânion da Fortaleza, de 940 m de altura e 8 km de extensão.

Além de admirar a beleza dos cânions, a região é repleta de paisagens incríveis e trilhas desafiadoras. Quem gosta de cachoeira pode visitar a do Tigre Preto ou a dos Venâncios.

Pantanal (MS e MT)

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FCG/Shutterstock

O Pantanal é uma viagem que demanda muito mais que os 5 dias de Carnaval, mas dá para aproveitar bastante o passeio neste bioma único do planeta. Trata-se de uma planície inundável de 210 mil km (a maior do mundo), dividida em Norte, no estado do Mato Grosso, e Sul, no território do Mato Grosso do Sul.

No lado Sul do Pantanal, a Miranda é a cidade mais bem preparada para o turismo, com pelo menos 4 hospedagens de boa estrutura e a bela Estrada-Parque. Normalmente, por lá, o hóspede paga uma taxa alta pela diária, mas em contrapartida já inclui três refeições e dois passeios por dia.

O Pantanal Norte sedia o Parque Nacional do Pantanal e a exuberante Rodovia Transpantaneira, repleta de fauna e flora nativas em seus 145 km de margens. Seu ponto de partida é Poconé, o município onde estão a maior parte dos hotéis integrados à natureza pantaneira.

Quem gosta de pesca, contudo, irá se frustrar: é época de piracema e a atividade é proibida, sob risco de prisão.

Lençóis Maranhenses (MA)

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thanosquest/shutterstock

Pertinho da animação do Carnaval de São Luís, os Lençóis Maranhenses são a oportunidade perfeita para pisar na areia sem ser incomodado pela multidão ou pela música alta. Apenas o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais, onde o turista vai se sentir realmente sozinho com a natureza.

Na região, Barreirinhas é a cidade com melhor estrutura: tem pousadas boas, banco, sinal de celular e energia elétrica. No meio da areia, é preciso aceitar a natureza bruta. A vila de pescadores de Atins é a porta de entrada principal para o parque; do outro lado, em Santo Amaro do Maranhão também dá para acessar as dunas e a bela Lagoa da Gaivota.

Os passeios mais comuns e divertidos dos Lençóis são feitos de lancha até a foz do Rio Preguiças ou de jipe pelo meio das dunas com piscinas naturais ou até as lagoas Azul e Bonita. Fevereiro ainda é época de chuvas: a água já estará lá, mas não em tanto volume quanto entre maio e outubro (melhor período de visitas).

Jalapão (TO)

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Dea e Bruno/shutterstock

Nesta enorme território (do tamanho do estado do Rio de Janeiro), composta de cinco áreas de conservação, há natureza para todos os gostos. O Jalapão abriga o Parque Estadual do Jalapão, de 34 mil km2, cachoeiras, dunas e lagoas naturais impossíveis de afundar, os fervedouros.

O melhor acesso ao parque e às atrações turística é por Mateiros (cujo acesso se dá por Ponte Alta do Tocantins), mas também é possível chegar por São Félix do Tocantins. Por um lado ou por outro, não faltam belezas naturais. Em poucos dias, vale a pena traçar um roteiro com as cachoeiras da Velha, da Fumaça e do Formiga. Além de visitar as surpreendentes dunas, resultado da decomposição do arenito de um chapadão na Serra do Espírito Santo - um “oásis” de areia em meio ao verde.

Há vários fervedouros em todo Jalapão, mas os mais famosos são o do Ceiça (o primeiro a ser descoberto), o Bela Vista (de 15 m de diâmetro) e o Encontro das Águas (entre os rios Sono e Formiga). Próximo a Mateiros fica o povoado de Mumbuca, que produz as famosas peças de artesanato de capim dourado.

É preciso veículo 4x4 para circular no Jalapão.

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