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É permitido fazer parto nos EUA para filho ter dupla cidadania, como fará Karina Bacchi?

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karinabacchi/instagram

Você já deve ter ouvido falar no turismo de enxoval, quando casais grávidos vão para outros países para montar o quarto ou comprar roupas e utensílios para o bebê. Mas o que a Karina Bacchi fará vai um pouco além disso. Ela vai desembolsar cerca de R$ 35 mil para dar à luz em solo americano e, assim, ter um filho com dupla cidadania.

Ao site de notícias Uol, a personalidade da mídia disse que sua decisão foi tomada por conta das futuras possibilidades que seu filho terá. "Eu tenho cidadania italiana e sei o quanto é positivo. Quero que meu filho tenha múltipla cidadania", comenta a mamãe. Ela ainda afirmou que ama ser brasileira e que seu filho também será, se trata apenas de uma opção.

É legal ter filho nos Estados Unidos?

Nascer nos Estados Unidos, automaticamente, torna qualquer bebê um cidadão americano. A Constituição dos Estados Unidos garante cidadania à qualquer criança nascida lá, até mesmo se os pais estiverem apenas passando férias no país ou mesmo forem imigrantes ilegais.

O custo de maternidade, médico, remédios e todo o aparato que envolvido no nascimento de um bebê e no pós-parto ficam por conta de seus pais. 

A pessoa nascida nos Estados Unidos, mesmo que não resida lá, só pode solicitar cidadania para seus pais ou irmãos não-americanos depois que fizer 21 anos de idade - que é a maioridade legal nos EUA.

Trâmites necessários

Quem pretende dar à luz nos Estados Unidos precisa avisar isso aos serviços de imigração no aeroporto. Desde que todo o custo com o parto seja pago pela gestante, é perfeitamente legal usar os serviços particulares do país para esse fim. A restrição fica por conta dos auxílios e benefícios do governo. 

Tanto o Departamento de Estado Americano quanto o Consulado Brasileiro podem emitir a documentação necessária para que o recém-nascido embarque no avião e retorne ao Brasil. Esse documento se trata do passaporte, e pode ser tanto o americano, o brasileiro ou até mesmo os dois.

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karinabacchi/Instagram

Como ser mãe em Miami

Enxergando que havia, na vontade de ter um filho com dupla cidadania, uma parcela do mercado a ser explorado, há dois anos a agência Ser Mamãe em Miami dá assistência médica a quem optar (e puder desembolsar a quantia necessária) por dar à luz na cidade. São os serviços oferecidos pela cooperativa que Karina Bacchi irá utilizar para ter seu primeiro filho.

Segundo a apuração do Uol, o valor pago inclui serviços de pediatria, obstetra e documentação. Consultada pelo VIX, empresa informou que, como os fundadores são médicos que trabalham em Miami há muito tempo, o serviço prestado é estritamente médico e pediátrico.

Entre as opções de partos múltiplos, naturais e cesarianas oferecidas nos hospitais parceiros da empresa (o Miami Medical Center e o Mercy Hospital), os valores vão de R$ 35 mil a cerca de R$ 60 mil.

Relembre a gestação de Karina Bacchi