glam

Bailarina negra cria própria marca após ouvir de professora que devia pintar sua meia-calça

É fato que o mercado da moda e beleza não está 100% preparado para atender a variedade de tons de pele que existem. Por este motivo, muitas pessoas passaram a criar suas próprias marcas para poderem atingir os mais variados públicos.

Foi o que Erin Carpenter fez. Bailarina desde pequena, ela passou por muitas dificuldades ao tentar seguir a carreira por ser uma mulher negra. Exemplo disso foi uma aula em que foi expulsa porque "não estava usando o uniforme correto". O que aconteceu, na verdade, é que não tinha meia-calça no seu tom de pele, afinal, todas eram feitas em tecidos claros.

Meia-calça cor da pele

Segundo contou ao site Refinery29, Erin se sentiu envergonhada com esta situação. Ao perguntar à professora o que deveria fazer, a resposta piorou tudo: "Ela disse que era pra eu pintar as meias-calças e as sapatilhas para que ficassem da cor da minha pele. Eu achei aquilo ridículo".

Passados alguns anos desta situação - em que, mesmo não concordando, Erin acabou pintando seu uniforme para poder continuar na dança - ela decidiu transformar aquela experiência em um negócio: a Nude Barre.

Criada em 2011, a marca da bailarina desenvolveu 12 cores diferentes de "nude", que pudessem atender mais tons de pele.

A partir daí, a ideia de criar meias-calças se estendeu e a empresa também passou a vender meias arrastão, calcinhas e sutiãs.

Além da variedade de cores, Erin também fez questão de disponibilizar todos os tamanhos - do PP ao 2XG -, além de peças infantis.

Para que as clientes consigam encontrar suas peças no tom ideal da pele, o site da Nude Barre conta com um teste que ajuda nesta missão.

“Marcas que não são inclusivas alimentam o racismo estrutural. Elas não ligam para a diversidade dos compradores e, por isso, podemos ver que houve um boom de marcas e empreendimentos criados por pessoas negras. Só assim conseguimos nos sentir representadas”, disse Erin.

Marcas que trabalham a inclusão