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Relato de cesariana do 1º filho de Juliana Schalch comove em fotos: "Eu pude vê-lo"

Após dar à luz Martim, a atriz Juliana Schalch decidiu compartilhar com os seguidores um pouco da sua experiência durante o parto, que foi uma cesárea, apesar do desejo inicial de que fosse natural.

Diversos fatores saíram do planejado, mas ao ver o bebê saudável e em seu colo, a atriz entendeu que não é possível ter tudo sob controle e ainda agradeceu por todo o apoio médico e familiar.

Filho de Juliana Schalch

Segundo Juliana, uma veia entre seu colo do útero e a cabecinha de Martim ofereceria risco à saúde dele caso o nascimento fosse por meio de um parto normal, começando a primeira frustração dela.

No dia da cesárea, uma segunda: a atriz, que acredita em astrologia, havia também programado como seria o mapa astral do bebê, imaginando, pelo horário, um pouco da personalidade dele. Porém, a médica obstetra precisou fazer um outro parto com urgência na hora e atrasou o nascimento de Martim.

"Mas foi entrar naquele espaço, sentir o cuidado de todos, me concentrar para o que ia acontecer, que tudo passou! Martim nasceu em um parto cesárea que, para mim, foi surpreendentemente lindo e emocionante", confessou ela.

Leia abaixo o relato na íntegra!

"Para falar sobre o parto do Martim eu precisei de alguns dias. O parto em si foi lindo, mas tive que lidar com a quebra de expectativas que me custaram emocionalmente... Deixa eu explicar:

Se você já me acompanha aqui há um tempo, provavelmente sabe que eu desejava um parto normal (ou natural). Eu e Henrique encontramos uma casa de parto aqui em São Paulo, com uma equipe maravilhosa, e nosso plano era esse. Parto normal é um desejo meu desde sempre! Mas...

Em determinado momento da gestação do Martim, descobrimos a placenta baixa, até comentei sobre isso em uma postagem aqui. Primeiro, ela estava cobrindo totalmente o colo do útero, depois parcialmente, ficou marginal (muito próxima ao colo do útero)…

Daí eu rezei para caramba, fiz algumas sessões de acupuntura e em 1 mês ela subiu 5 cm!!!!!! Fiquei superfeliz, só que nesse mesmo dia, descobrimos que a placenta subiu, mas deixou ali, entre o colo do útero e a cabecinha do Martim, uma veia.

Uma veia? E o que isso quer dizer? Um risco para o parto natural. Essa veia conduzia sangue da placenta para o Martim, só que estava 'fora do lugar' e meio que 'desprotegida'. Caso eu entrasse em trabalho de parto, ela poderia se romper… E daí seria sangue do Martim que se perderia…

Dessa vez, não houve santo, nem reza, nem acupuntura que a fizessem sair de lá.

Por conta dessa veia, fui internada na 36ª semana de gestação. Fiquei no hospital por 10 dias, para monitorar o Martim e para que se eu entrasse em trabalho de parto, eu já estivesse no hospital… No começo da 37ª semana, fiz um ultrassom para confirmar a posição da veia e, assim, marcamos a cesárea.

Fazer uma cesárea agendada não era nem perto do que eu havia imaginado para o nascimento do meu filho. Mas, desde o começo das conversas sobre o parto normal ou natural, essa possibilidade existe. E são nesses casos que a gente celebra a ciência e agradece por essa possibilidade.

Mesmo assim, é claro que até entrar na sala do centro obstétrico eu não estava super ok com tudo isso!!!

O dia anterior ao procedimento foi definitivamente o pior de todos!! Eu estava 'P' da vida com a veia que não saiu do lugar, com medo da cirurgia (eu tinha mais medo da cesárea do que do parto normal), e tentando me conformar… Aquela aceitação que, no fundo, não tá aceitando nada, sabe?

No Dia D eu acordei mais animada, afinal Martim ia chegar!!! Fiz minha última refeição às 2am por causa da anestesia, e às 11h eu estava pronta!! Eu tinha feito o mapa astral do Martim para o meio-dia, escolhi o ascendente, o dia, a hora…

Só que minha médica estava ainda em outro parto…. E quando ela finalmente chegou, teve um parto de gêmeos que entrou na urgência… E tudo o que eu tinha programado, tinha ido por água abaixo de novo… Nem a hora da cesárea eu tinha conseguido programar!!! Então eu estava mal-humorada, contrariada e com fome. Pensa uma taurina nessa condição!!!! Não estava fácil.

Mas foi entrar naquele espaço, sentir o cuidado de todos, me concentrar para o que ia acontecer, que tudo passou! Martim nasceu em um parto cesárea que, para mim, foi surpreendentemente lindo e emocionante.

A sala estava em uma temperatura agradável, colocamos nossa playlist, demos risada da anestesia fazendo efeito… Pouco antes de puxar Martim, eles desceram a cortina e eu pude vê-lo chegando ao mundo, e seu primeiro choro!!

Logo colocaram ele no meu colo, ele se aninhou, parou de chorar, ficou ali com a gente respirando… Depois de um tempo ele procurou o peito e mamou. Lindo, emocionante, e eu não sei nem explicar meu sentimento nesse momento!!!

Ele todo cheio de vérnix, seu cheiro, sua respiração… Ele abriu os olhinhos, viu o mundo pela primeira vez, e eu chorei e ri… E ficamos ali, eu, Martim e Henrique, por quase 1 hora!!

Realmente depois disso, o tipo de parto ficou em segundo plano. Não importa mesmo. Importa que Martim chegou bem e saudável, que deu tudo certo e foi muito lindo!

A gente não tem controle de nada mesmo. E isso só nos fortalece!! É maravilhoso quando nos deixamos levar pelas experiências, por mais difíceis que elas pareçam ser!!"

Bebês das famosas