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Chef revela características de TEA em seu filho em relato encorajador: "Mães atípicas"

Mãe de dois, a chef de cozinha Renata Vanzetto decidiu falar um pouco sobre seu primeiro filho, Ziggy, na última quarta-feira (14). Entrando no ritmo da comemoração de aniversário do pequeno, ela decidiu contar um pouco sobre o desenvolvimento dele.

Em um relato franco e emocionada, ela falou sobre como desconfiou que o filho pudesse ser autista e quais os indícios no dia a dia a fizeram ficar alerta.

Filho de Renata Vanzetto

Prestes a comemorar o terceiro aniversário do primogênito, Ziggy, Renata Vanzetto decidiu revelar aos seguidores uma jornada que tem vivido com o filho. Usando os Stories do Instagram, ela contou um pouco sobre como o pequeno teve um desenvolvimento diferente de outras crianças e como isso acendeu uma luz de alerta nela e em seu marido.

No início do relato, ela descreveu o filho como sendo um menino doce e que tem suas preferências como qualquer criança. "Ziggy também é extremamente envergonhado. Num nível que não fala socialmente e demora para se soltar com as pessoas", contou. Ainda assim, ele sempre criou fortes laços com algumas pessoas e é um "carrapato com a família", como a própria mãe disse.

Mas nem só a socialização do pequeno chamava atenção da mãe. Sempre se desenvolvendo muito rápido, Ziggy começou a apresentar certo atraso com pouco mais de um ano. Mesmo sabendo falar, ele voltou a se comunicar por gestos e ter um interesse muito genuíno por bichos. "Com dois anos e poucos ele já sabia o nome de qualquer animal que você possa imaginar, mas não falava nem mamãe e nem papai ainda".

O menino chegou até a falar todas as letras do alfabeto de uma só vez e não conseguir usar palavras que "deveriam" fazer parte de um vocabulário de criança nesta etapa. Foi então que Vanzetto e o marido, Cassiano, passaram a investigar: "Começamos a pensar que era autismo, mas achávamos difícil porque ele era amoroso, esperto (...) Ou seja, éramos completamente ignorantes sobre autismo".

Ziggy foi avaliado por muitos médicos e mesmo sem um diagnóstico fechado, hoje ele faz terapias como se tivesse TEA (Transtorno do Espectro Autista). Atualmente, ele segue o método Denver, mas Renata Vanzetto afirma que sequer espera um rótulo para o filho. "O que me importa é o mundo ter espaço para pessoas diferentes", afirmou.

Ela ainda narrou que algumas situações com o filho são mais difíceis, mas que com apoio ele é capaz de superar tudo. "E estou aqui para passar uma linda história de superação e amor para mães atípicas como eu". "Não tenham vergonha do seu filho ser diferente. E não tenham medo de pedir ajuda. Fiquem atentas aos sinais de desenvolvimento. A procura precoce pode mudar a vida deles", completou.

Diagnóstico de autismo

Assim como Renata Vanzetto afirmou, o diagnóstico precoce é decisivo no tratamento. De acordo com o psiquiatra da infância e adolescência Estevão Vadasz, criador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas da USP, quanto mais cedo é identificado o autismo na criança, melhor o prognóstico no futuro.

No entanto, no Brasil, o diagnóstico acontece de forma tardia, sendo feito quando a criança tem, em média, de 5 a 6 anos. Nos EUA, por exemplo, onde os estudos sobre o transtorno avançam, é possível reconhecer o espectro em crianças de até um ano e meio de idade – fase em que também é iniciado o tratamento adequado.

Segundo o neuropediatra do instituto NeuroSaber, Dr. Clay Brites, o ideal seria que o diagnóstico do autismo fosse feito antes dos três anos de idade para que o tratamento tenha o melhor resultado possível.

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