6 comportamentos das crianças que pais confundem com birra e não são 

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A birra é uma atitude que faz parte do vocabulário dos bebês e crianças pequenas e expressa nada menos do que sua imaturidade diante de frustrações. Mas justamente por ser algo comum no desenvolvimento da criança, os pais costumam interpretar qualquer momento de desobediência, choro ou de frustração como birra, e não é bem assim.

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De acordo com a psicóloga Márcia Tosin, especialista em criação neurocompatível, bebês possuem pouco desenvolvimento cerebral e, portanto, é irreal cobrar os pequenos uma compreensão que adultos já possuem sobre limites.

Conforme a especialista, os pequenos não têm maturidade para entender que não podem tudo e não tem problema porque a medida que o cérebro amadurece esse comportamento evolui.

Criança ainda tem cérebro primitivo

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A terapeuta ocupacional Mariana Lacerda explica que, quando a criança está fazendo birra, ela está usando o chamado cérebro primitivo, ou cérebro reptiliano, que é a parte do cérebro que controla o lado mais animal e instintivo do ser humano.

O cérebro primitivo se encarrega das funções mais básicas: sobrevivência e reprodução e, nessas função não há espaço para aprender com seus erros, não há capacidade de sentir e nem de pensar: sua única função é a de atuar e quando o cérebro primitivo se ativa, tem total prioridade sobre os outros dois cérebros – o emocional e o racional.

O que desencadeia birra?

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Esse tipo de comportamento pode ser desencadeado por diversas circunstâncias que podem ativar o que chamamos de birra: como sono, cansaço, irritação, frustração, fome, ciúmes e mais um bocado de emoções somadas às vezes a uma sobrecarga sensorial. A manifestação disso tem como justificativa uma imaturidade neurológica e emocional que limita o controle de impulsos e de emoções.

Atitudes que podem ser confundidas com birra sem motivo

  • Jogar tudo no chão
  • Ignorar seu não
  • Chorar pedindo algo que não pode ter
  • Chorar sem motivo
  • Chorar mesmo já tendo tido sua vontade atendida
  • Bater

O quê está por trás da birra?

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Márcia chama atenção para a necessidade de ir além da birra, ela explica a importância de entender esse momento como um sinal de que algo está sendo comunicado pelo pequeno e, também, como uma reação a uma realidade que ainda não lhe é familiar. Diante de um comportamento de desobediência, choro ou frustração o ideal é entender o que está por trás disso.

Seguindo a lógica da disciplina positiva, por trás de todo comportamento existe uma necessidade e, ao identificar um comportamento da criança, como por exemplo, a birra, o ideal é aceitar o convite de refletir e entender qual seria a necessidade por trás dela. O sono, a falta de atenção, a mudança na rotina, o ciúmes do irmão mais novo, a ausência de um familiar, um salto no desenvolvimento ou uma descoberta difícil de digerir, por exemplo.

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