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Bebê não nasce assim que a bolsa estoura: veja até quanto tempo pode demorar

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Creations/Shutterstock

No cinema e na televisão, a hora do parto costuma ser retratada da seguinte forma: a mulher sente uma fisgada, nota que há água escorrendo pelas pernas, grita que a bolsa estourou, corre para a maternidade e logo dá à luz um bebê. A realidade, no entanto, é bem diferente.

O rompimento da bolsa amniótica antes do surgimento das primeiras contrações é raro, como explica a obstetra Anna Beatriz Herief em seu Instagram. Trata-se de uma condição específica chamada rotura prematura de membranas ovulares.

A bolsa estourou: e agora?

Muita vezes, esse rompimento não significa nem mesmo que o parto está chegando: pode acontecer o que os médicos chamam de rotura alta, quando apenas uma parte da membrana se abre, liberando uma pequena quantidade de liquido que pode confundir muitas mulheres.

Na grande maioria das vezes, a bolsa só estoura durante as fases mais avançadas do trabalho de parto. Mesmo que o rompimento aconteça antes, não é preciso correr desesperadamente para a maternidade, pois o parto em si ainda deve demorar algumas horas.

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Natasha B/Shutterstock

Tempo de espera para o trabalho de parto

Depois que a bolsa rompeu, a obstetra recomenda avisar à equipe médica e ficar atenta aos indicadores de normalidade: notar se não há presença de fezes (mecônio) no líquido claro e se o bebê está se mexendo bem.

Em geral, de acordo com a médica, 95% das mães com bolsa rota entram em trabalho de parto nas próximas 72 horas. 80% delas não passam das 48 horas, e 70% dão à luz menos de 24 horas após a saída do líquido amniótico.

Nenhuma dessas situações representa mais ou menos motivos para ficar preocupada: "A bolsa rota prolongada não necessariamente aumenta o risco para o bebê, então, se está tudo bem, é possível esperar e acompanhar com a sua equipe assistente", observa a obstetra.

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✨ A TRILOGIA DA BOLSA ROTA (parte final) ✨ ⠀ Quanto tempo terei que esperar? 🕐 ⠀ Geralmente algumas horas. Sabemos que a estatística geral de Bolsa Rota diz que aproximadamente: ⠀ ➡ 70% entrará em trabalho de parto em até 24 horas ➡ 80-85% entrará em trabalho de parto em até 48 horas ➡ 95% entrará em trabalho de parto em até até 72 horas ⠀ Não existem evidências com relação a tempo de espera de bolsa rota relacionando a mais ou menos riscos. Tampouco há na literatura uma definição de tempo máximo que se deva esperar para internação. A bolsa rota prolongada não necessariamente aumenta o risco para o bebê, então, se está tudo bem, é possível esperar e acompanhar com a sua equipe assistente. ⠀ A única ressalva é para mulheres que não tenham feito rastreio de estreptococos (o swab, aquele exame do cotononete que nem é mais indicado como rotina pelo Ministério da Saúde). Nesse caso, ela precisa iniciar antibiotocoterapia de maneira venosa, em ambiente hospitalar, tão logo as contrações do trabalho de parto estiverem mais próximas e regulares (fase ativa do trabalho de parto). ⠀ Independente da equipe que acompanha a gestação e do tempo que foi combinado para esse tipo de caso, se a mulher não estiver segura com a espera, a partir de 24 horas é razoável internar e induzir. Sempre lembrando que parto induzido aumenta risco de cesariana e outras intervenções. Nesse caso, um bom pré-natal fará toda a diferença na escolha da gestante, dado que informação de qualidade permite que ela se sinta segura, confiante e tome suas decisões sem tanto medo (e terrorismo), protegida dos mitos que a cercam. ⠀ Ficou alguma dúvida? Comenta aqui que eu respondo! (Ou corre lá nos Stories que respondo diariamente sobre esse e vários outros assuntos 😉) ⠀ Na foto, nossa gestante maravilhosa @drinevesvet, em TP franco após 72h de bolsa rota 💜 ⠀ Foto da @mairamatosfoto ⠀ #bolsarota

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