Juliana Didone faz relato 1 ano após o parto e o motivo emociona: "Feridas que ficaram"

View this post on Instagram

Meu Carnaval! 💙💜💜

A post shared by Juliana Didone (@julianadidone) on

Juliana Didone é mãe da pequena Liz, que comemora um ano de vida em 23 de abril de 2019. Para celebrar a data especial da pequena, a mamãe de primeira viagem resolveu fazer um relato de parto muito verdadeiro e que fala de forma muito franca sobre os momentos que viveu enquanto trazia sua herdeira ao mundo.

No texto, postado alguns dias antes da pequena completar sua primeira "primavera", a atriz também comenta como foi esse ano em que foi, pouco a pouco, se descobrindo mãe. Confira:

Relato de parto de Juliana Didone

A artista resolveu compartilhar com seus seguidores um vídeo em que mostra alguns momentos de seu trabalho de parto. Na legenda, um texto sincero sobre como foi a experiência do parto e como ela percebeu que a maternidade é cheia de imprevistos.

"Eu pensava que dois dias depois do nascimento da Liz, eu teria meu relato de parto emocionado e pronto. Com as palavras certas. De cinema. Quer dizer, desses que a gente lê aqui, nas mídias sociais. Com o passar dos dias fui vendo que ser mãe era um árduo trabalho integral, fulltime, mal sobrava tempo pro meu tão valorizado sono", começa o texto.

Logo em seguida, ela fala que os meses foram passando e, no final, o relato do parto acabou saindo quase que um ano após o nascimento da herdeira e acabou por ter um significado simbólico forte.

View this post on Instagram

Eu pensava que dois dias depois do nascimento da Liz, eu teria meu relato de parto emocionado e pronto. Com as palavras certas. De cinema. Quer dizer, desses que a gente lê aqui, nas mídias sociais, rs. Com o passar dos dias fui vendo que ser mãe era um árduo trabalho integral, fulltime, mal sobrava tempo pro meu tão valorizado sono. Meses se passaram e eu pensei, tudo bem, posso deixar pra escrever quando Liz fizer um ano. Seria um marco. Ri. Claro que escreveria muito antes. O tempo passou e é nesse exato momento, onde faltam poucos dias pra gente celebrar o aniversário dela que escrevo. Ufa. Por um triz. Pensando aqui enquanto tento organizar memória e relembrar sentimentos, concluo que a demora do texto veio pelas feridas que ficaram em mim com essa vivência. Tive um trabalho de parto intenso e demorado. Foram muitas horas! Sentia dores descomunais, mas dizem que é sempre assim né, então eu resistia. Ao mesmo tempo ouvia uma voz distante soprar, que não seria normal, eu não sei como, mas eu já sabia. Por crença demais, posso chamar até de obsessão por um ideal de parto, não me ouvi e assim seguimos em uma insistência dolorosa pra todos. Uma tolice das barbas não entender que as vezes é preciso modificar o caminho. Minha intuição ficou sem ação e segui por longas horas assim, eu estava em sofrimento. Minha equipe dizia que estava tudo bem com a Liz, então eu e Flávio, esperançosos e perdidos, seguíamos e seguíamos mais um pouco. Não querendo parecer incrédula buscava minha fé, minhas orações. Eu acho que ela sofreu. Eu senti sua angustia. Não precisava. Eu no cansaço extremo, eu com dor agonizante tive que ouvir: Mas você vai desistir agora? Oi?! - Claro que não! Eu vou viver o parto que é pra eu viver. Todos temos particularidades. Conseguimos entender ali que tava tudo errado, demorado, desconfortável, intolerável. Parto normal a qualquer custo? Por quê, por quem? Isso me trouxe culpa e milhares de questionamentos. Não quero falar sobre qual tipo de parto escolher e tal, quero apenas compartilhar que a minha lição é sobre não ser radical com a idealização desse momento. Mesmo que você ache ter a certeza de que aquilo é o melhor pra acontecer(contraditóri

A post shared by Juliana Didone (@julianadidone) on

"Meses se passaram e eu pensei, tudo bem, posso deixar pra escrever quando Liz fizer um ano. Seria um marco. Ri. Claro que escreveria muito antes. O tempo passou e é nesse exato momento, onde faltam poucos dias pra gente celebrar o aniversário dela que escrevo. Ufa. Por um triz", continua.

A atriz justifica o motivo da demora em escrever como foi sua experiência de nascimento da filha. "Pensando aqui enquanto tento organizar memória e relembrar sentimentos, concluo que a demora do texto veio pelas feridas que ficaram em mim com essa vivência. Tive um trabalho de parto intenso e demorado. Foram muitas horas! Sentia dores descomunais, mas dizem que é sempre assim, né, então eu resistia. Ao mesmo tempo ouvia uma voz distante soprar, que não seria normal, eu não sei como, mas eu já sabia", fala.

O texto continua e em uma determinada parte a artista questiona a crença de que a mulher precisa ter um "parto normal a todo custo", que a fez continuar tentando essa via de nascimento para a bebê por muitas horas, tolerando uma dor muito grande e, em sua visão, trazendo sofrimento até mesmo para a pequena.

Com tantas nuances, outro sentimento muito comum entre as mulheres que são mães e que aparece muitas vezes antes delas conhecerem os rostinhos de seus herdeiros: a culpa.

"Por crença demais, posso chamar até de obsessão por um ideal de parto, não me ouvi e assim seguimos em uma insistência dolorosa pra todos. Uma tolice das brabas não entender que as vezes é preciso modificar o caminho. [...] Eu acho que ela sofreu. Eu senti sua angústia. Não precisava", disse.

"Parto normal a qualquer custo? Por quê, por quem? Isso me trouxe culpa e milhares de questionamentos. Não quero falar sobre qual tipo de parto escolher e tal, quero apenas compartilhar que a minha lição é sobre não ser radical com a idealização desse momento", fala.

View this post on Instagram

Domingo. Lazer e ela.

A post shared by Juliana Didone (@julianadidone) on

No final, Juliana faz uma homenagem a pequena Liz. "A primeira coisa que disse pra Liz, dá pra ouvir no final do vídeo baixinho: Minha guerreira! Foi o que senti na hora e depois desfaleci de exaustão. Ela lutou pra vir ao mundo e chegou iluminando tudo!".

"Eu celebro a bênção de ter minha filha saudável, de poder compartilhar com ela a vida, e que os momentos difíceis onde eu fiquei exausta, apaixonada, assustada, e curiosa, perdida, e forte só ampliaram meu ser. Por que é tanto difícil falar? Sempre acreditei em anjos. Eu te amo, Liz", finaliza.

Relatos de parto das famosas