Luiza Possi disse que se sentiu MUITO irritada na gravidez: tem relação com sexo do bebê?

Durante um bate-papo ao vivo, realizado no perfil da revista TOP Magazine no Instagram, Luiza Possi respondeu a várias perguntas de fãs e acabou revelando alguns fatos curiosos sobre sua gravidez.

A cantora, que espera seu primeiro filho com o diretor Cris Gomes, falou de muitas questões relacionadas à gestação, incluindo o intenso desejo de grávida que ela sentiu por chocolate.

Entretanto, em determinado momento da conversa, a artista fez um comentário inusitado ao discutir o fato de estar grávida de um menino.

Lembrando das sensações que teve no início da gravidez, ela contou que sentiu uma forte irritação nesse período e deu uma explicação incomum para isso. Entenda:

Gravidez de Luiza Possi

Com muito bom humor, Luiza disse que não sentiu enjoos ou ficou emotiva nos primeiros meses de gestação – situações muito comuns entre as gestantes. Muito pelo contrário, ela afirmou que sentiu muita raiva nessa fase.

“Eu tinha ódio. Eu olhava para as pessoas e pensava: ‘Por que você não vem brigar comigo? Briga comigo! Briga comigo!’. Meu marido enlouqueceu, eu enlouqueci meu marido. Agora estou ótima, mas no começo não fiquei zen, não”, disse.

Em seguida, a cantora creditou essa sensação de fúria e irritação constante ao fato de estar com “testosterona” circulando pelo corpo, já que está grávida de um menino. Porém, essa declaração levantou a dúvida sobre a influência do sexo do bebê no humor da gestante. Será que isso acontece?

Mudança de humor na gravidez

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Artem Oleshko/Shutterstock

É de conhecimento geral que a gravidez provoca muitas mudanças no corpo da mulher, não só físicas, como psicológicas também. Ainda no primeiro trimestre de gestação, a gestante passa por uma elevação abrupta de hormônios em seu organismo, o que afeta diretamente seu estado emocional.

Desta forma, não são raros os casos de mulheres que ficam mais sonolentas ou mais chorosas no início da gravidez, enquanto algumas sofrem com náuseas e até vômitos intensos. Outras, porém, podem sentir mais irritação e mau humor, como foi o caso de Luiza Possi.

De acordo com a ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler, todos esses sintomas são normais entre as gestantes e podem variar de uma mulher para outra. “Algumas não sentem nada e, em outras, os sintomas são exacerbados. Inclusive em gestações seguintes, esses efeitos podem ser totalmente diferentes para a mesma grávida”, explicou.

Sexo do bebê influencia no humor da gestante?

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Africa Studio/Shutterstock

Quanto ao fato de a mulher estar grávida de uma menina ou menino, a médica afirma que não existe nenhuma comprovação científica que relacione o sexo do bebê com as mudanças de humor na mulher. Isso quer dizer que a declaração da cantora não passa de um mito.

“Os níveis hormonais na mulher não mudam em relação ao fato de o bebê ser do sexo masculino ou feminino. Há grávidas que ficam muito irritadas no primeiro trimestre, mas depois, com a produção de ocitocina e prolactina, isso melhora bastante”, diz.

A ginecologista e obstetra Karina Tafner, que é especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa de São Paulo, acrescenta que existem alguns estudos e pesquisas que comparam os efeitos das gestações de meninos e as gestações de meninas nas mulheres. Entretanto, nenhuma conseguiu correlacionar a questão da irritabilidade feminina com o sexo do bebê.

“Sabemos que, em gravidez de menina, a mãe tem maior chance de sentir enjoos. Isso não significa que mães de meninos não terão enjoos em suas gestações. Sabe-se também que grávidas de meninos têm maior probabilidade de ganhar mais peso durante a gravidez e estão mais propensas a terem complicações na gestação. Mas nada disso é uma regra para as gestantes”, afirma.

Como lidar com as alterações de humor na gravidez?

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g-stockstudio/istock

Em geral, segundo Karina, as mudanças de humor e o mal-estar gestacional costumam melhorar após a 12ª semana de gravidez. Até lá, as mamães podem aliviar esses efeitos com atividade física leve, preferencialmente realizada com acompanhamento médico, e também com o apoio emocional da família.

“O mais importante de tudo é que a mulher se sinta segura e amparada, para que esses sintomas venham com uma intensidade menor, se vierem. Se esses efeitos não melhorarem ou se eles piorarem, dando indícios de serem alguma alteração psiquiátrica ou psicológica da mulher, ela deve ser encaminhada para avaliação por especialistas para ter tratamento adequado”, conclui.

Luiza Possi grávida