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Por que "exercício" que Aline Wirley usa na criação do filho é essencial para a criança?

Aline Wirley e Igor Rickli são pais do pequeno Antonio, de apenas quatro anos, que ficou conhecido nas redes sociais pelo apelido carinhoso de Caramelo. O menino encanta os fãs da ex-integrante do Rouge desde quando nasceu e está cada dia mais esperto.

Em entrevista recente ao VIX, durante lançamento da coleção de inverno de Lethicia Bronstein, estilista queridinha das famosas, Aline falou honestamente sobre os desafios da criação de um filho nos dias de hoje, em que temas tão importantes, como a igualdade entre homens e mulheres, estão em pauta.

Ela revela que tem uma tática com o marido, que é benéfica para todos, e ajuda a educar a partir do exemplo. Entenda:

Desafios de educar uma criança

Toda empoderada, a cantora conta que ela e o marido estão alinhados quanto aos valores que pretendem transmitir ao menino e querem que ele se desenvolva com segurança e liberdade.

"Tudo está tão confuso e distante do que é bom para todos nós, que a minha esperança é nas crianças que a gente está criando agora. Tanto o meu foco, quanto o do Igor, é criar o Antonio para que ele entenda e respeite todo tipo de ser humano. Ele é uma criança muito livre, atenta e observadora”, derrete-se.

Aline sabe que, como todo mundo, ela precisa desconstruir os próprios preconceitos para mostrar ao filho que alguns comportamentos já não cabem na sociedade atual e respeitar as diversidades sexual, racial e religiosa, por exemplo, é essencial.

Então, a dica da cantora para outros pais é, na verdade, um exercício constante que mantém com o marido: sempre observar as próprias atitudes, para educar principalmente com as atitudes cotidianas, com o exemplo dos pais.

"Algumas vezes a gente fala uma coisa e - até eu, como uma mulher negra - às vezes solto uma coisa sem perceber. Nós estamos reaprendendo muita coisa, é um momento de muita expansão de consciência de todos nós e o que eu e o Igor fazemos muito é se observar, porque o Antonio é um reflexo direto do que a gente é, então a gente tem que se observar a todo momento para passar para ele o que é importante", afirma.

Como educar uma criança com menos preconceitos

Vanessa Queirós Alves, professora e tutora do curso de Pedagogia no Centro Universitário Internacional Uninter e pedagoga na Rede Estadual de Ensino do Paraná, fala que a atitude de Aline é correta e explica por que os pais devem ficar atentos às próprias falas e atitudes diante dos filhos.

"A vigília dos pais é um elemento importante nesse processo, pois eles são referência para os filhos em seus comportamentos e atitudes. Mas não basta somente cuidar com as falas, é preciso orientar de maneira direta e específica sobre respeito e equidade de gênero desde pequenos", afirma

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Os adultos responsáveis precisam apontar o que é certo, e o que deve ser evitado, no momento exato em que a oportunidade surgir. "Diante de alguma situação vivenciada ou até de comentários advindos de familiares e amigos, é aconselhável intervir na hora, de forma que a criança entenda que tal atitude ou fala não é adequada e está equivocada", explica.

O pai e a mãe devem observar seus próprios comportamentos, pois cada um tem um papel fundamental. O menino, por exemplo, precisa perceber o respeito com que o pai trata a mãe, que ele cumpre sua parte nos afazeres domésticos, que cuida do filho na mesma proporção que a mãe. A mulher, por sua vez, deve estimular a autonomia do filho, incentiva-lo a demonstrar seus sentimentos.

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A pedagoga reforça que é importante valorizar a diversidade no dia a dia e ensinar que o respeito é fundamental. Ela ainda explica que os pais e a escola devem trabalhar em conjunto na promoção desses valores. "É importante sempre frisar que as pessoas são diferentes em vários aspectos, mas que é essa diferença que nos enriquece, que somos todos seres humanos, e devemos ter todos os mesmos direitos, sem acepção de cor, gênero ou classe social".

Veja algumas dicas práticas na educação dos filhos, que ajudam a quebrar preconceitos desde a infância:

1) Apresentar histórias com personagens que promovam a empatia, a igualdade e o respeito. As crianças têm mais facilidade em assimilar as mensagens dessas narrativas infantis, como desenhos animados.

2) Dar responsabilidades aos pequenos, mostrando que todos devem fazer a sua parte, como tirar o prato da mesa e guardar os seus pertences.

3) Brinquedo não tem gênero. As crianças devem ser livres para brincar com o que quiserem.

4) Procurar saber a rotina do filho na escola e informar a instituição sempre que perceber algum comportamento diferente. Manter contato frequente com os educadores.

5) Cobrar da escola projetos que desenvolvam a consciência crítica da criança, com histórias, teatros, oficinas e palestras.

Dicas para educação das crianças