3 informações que pais e mães não sabem sobre cadeirinhas: essenciais para segurança

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O uso de dispositivos de retenção para crianças é exigido desde 2008 pelo Código de Trânsito Brasileiro, mas ainda gera muitas dúvidas aos pais de primeira viagem. Qual modelo devo usar? Quando é preciso trocar? Posso usar só em viagens longas?

Para esta última pergunta, a resposta é um sonoro "não". Seja para ir à padaria da esquina ou para viajar a outra cidade, a cadeirinha é fundamental e obrigatória por lei. Seja qual for o veículo ou a distância, crianças de até sete anos e meio precisam ser transportadas em dispositivos de retenção, de preferência no banco traseiro - em casos de lotação máxima ou se o carro não tiver banco traseiro, é permitido o uso da cadeirinha no banco dianteiro.

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Uso da cadeirinha: recomendações

Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro ano, é obrigatório o uso de bebê conforto de costas para o movimento. Crianças de até quatro anos vão para a cadeirinha, e depois disso devem usar o assento de elevação até sete anos e meio, os chamados "boosters".

O cinto de segurança só protege os pequenos maiores que essa idade, com mais de 1,45 m e a partir dos 36kg. Seja qual for o dispositivo utilizado para o pequeno ficar em segurança dentro do carro, é importante prestar atenção a detalhes que passam despercebidos para muitos pais:

1. Não reutilizar após acidente

Dispositivos de retenção para crianças são como capacetes: após passarem por um acidente, devem ser substituídos, mesmo que não aparentem nenhum dano externo ou que a batida não tenha sido tão forte. Segundo o guia Criança Segura no Carro, produzido em 2013 pela ONG Criança Segura Brasil, o equipamento pode ter rachaduras internas que prejudicam sua eficiência: "Se um sistema de segurança protegeu uma pessoa em um acidente, ele já fez seu trabalho".

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2. Evitar equipamento usado

Cadeirinhas não são baratas: o custo de uma certificada pelo Inmetro é de aproximadamente 2% do valor de um carro econômico, segundo o guia Criança Segura. Mesmo assim, é um investimento que não deve ser deixado para depois. E se você achou uma mais baratinha no brechó, ou tem um parente que ofereceu uma usada, fique atento, porque este é um dos erros mais comuns de uso e que pode colocar a vida do pequeno em risco.

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3. Tempo de uso

Outro motivo para não comprar cadeirinhas de segunda mão é o fato de que suas especificações podem estar ultrapassadas. Mesmo ao adquirir uma nova na loja, é importante estar atento ao ano da fabricação do equipamento. "Uma cadeira com mais de seis anos não deve ser usada, porque os padrões de performance mudam com frequência, incorporando novas tecnologias para proteger melhor as crianças. Além disso, a reposição de partes e instruções pode não estar disponível para cadeiras velhas, e os fabricantes podem não existir mais no mercado", informa o guia.

Segurança de bebês e crianças