TODO bebê passa pela fase dos "terríveis 2 anos": 4 passos para você não enlouquecer

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Aquele bebê calmo e obediente, do dia para a noite, se transforma numa criança birrenta, chorona e resistente a tudo o que os pais dizem. Tanto que os responsáveis ficam assustados quando os pequenos começam a ter reações exageradas em situações corriqueiras.

Essa mudança de comportamento faz parte do desenvolvimento da criança: conhecido como “terrible two” – os “terríveis 2 anos”, em tradução livre, geralmente começa com um ano e meio de idade e dura até os 3 anos.

Adolescência do bebê

Na fase do “terrible two”, o pequeno começa a ter consciência da sua individualidade, percebendo que possui desejos e opiniões próprias. Com isso, a criança passa a querer tomar decisões, como escolher a roupa, sapatos, comida ou lugar para passear.

E se essas escolhas não vão de encontro aos anseios dos pais, começam as mudanças de humor e aqueles comportamentos desafiadores bem comuns, como gritos, birras, se jogam no chão, começam a bater, morder e usar a palavra “não” para tudo. Isso é uma forma de manifestar sua frustração (e insatisfação) com o que está sendo imposto pelos responsáveis.

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Dá para impedir o “terrible two”?

Segundo Renata Pires, do Just Real Moms, estas ações não são conscientes, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior e a descoberta de si como um ser independente dos pais. “No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente”, argumentou em post no blog.

No dia a dia, paciência e diálogo são fundamentais para enfrentar essa fase, que faz parte do processo natural de desenvolvimento do pequeno. Não dá para evitar.

É claro que essas mudanças de comportamento podem variar de criança para criança, mas em linhas gerais, os “terríveis 2 anos” são considerados importantes marcos do crescimento e necessários para a construção da identidade do bebê, mesmo que isso signifique testar e contrariar os pais o tempo todo.

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Como lidar com os terríveis 2 anos?

Especialistas do The Royal Children’s Hospital afirmam que o desafio dos pais está em encontrar um equilíbrio para ajudar o filho a desenvolver uma base sólida para sua evolução. Veja 4 dicas para não enlouquecer e deixar que o pequeno cresça com saúde física e emocional:

1. Estabeleça limites

Ao mesmo tempo em que é importante deixar os pequenos extravasar suas frustrações também é preciso impor limites, mostrando claramente que você não é conivente e não está apoiando essa ou aquela reação. Ao dialogar, eles podem até não entender tudo o que você disser, mas já começarão a refletir sobre suas atitudes. É o papel dos pais ensinar aos pequenos o que é certo e errado.

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2. Reconheça o temperamento da criança

Cada criança possui seu próprio temperamento e conhecendo o pequeno, você sabe melhor que ninguém como lidar com ele. Saber que a criança responde emocionalmente de forma exagerada você consegue proporcionar mais segurança para que ela não se sinta julgada ou menosprezada. “Dê a seu filho liberdade dentro daquilo que lhe é permitido (e não perigoso) fazer e encoraje seus esforços”, afirma a Dra Kelly Marques Oliveira, do Pediatria Descomplicada.

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3. Nada de agressões físicas

Na hora da birra no supermercado ou a gritaria no meio da rua, muitos pais não conseguem se segurar e acabam dando um tapa, beliscão ou chacoalhada na criança. Por menores que sejam, as agressões físicas não melhoram em nada a situação. Podem até piorar. Reagir com carinho e compressão faz a criança perceber, com o tempo, que essa não é a melhor forma de resolver os problemas.

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Guasor/iStock

4. Pratique a terapia do abraço

Alguns especialistas acreditam que quando as crises de birra começarem, os pais devem ignorar e esperar o pequeno se acalmar naturalmente. Mas a pediatra Kelly Marques Oliveira recomenda abraçar, beijar e confortar o pequeno. Tente conversar com ele, diga que você entende a situação e que estará sempre ao seu lado. “Pode demorar um pouco, mas seu filho entenderá que você o ama, mas não fará tudo que ele quer sempre. Isso o ajudará na construção do seu emocional e psicológico”, disse em post no blog.

Comportamento infantil