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Bebês que ouvem a voz da mãe na UTI Neonatal podem dormir melhor, diz estudo

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KristinaGreke/istock

Que a mãe tem um papel fundamental no desenvolvimento dos filhos, principalmente do nascimento à primeira infância, isso nós já sabemos. Porém, foram descobertas evidências de que o simples som da voz da mãetem capacidade de melhorar a qualidade do sono de bebês prematuros, internados na UTI Neonatal. Isso o que diz um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

"Sabemos que quando um bebê nasce, ele responde preferencialmente à voz da mãe e à língua materna da mãe, possivelmente, porque é a isso que ele está exposto no útero. Queríamos explorar como esse som familiar poderia influenciar a qualidade do sono do bebê", diz a autora principal do estudo, Renée Shellhaas, neurologista pediátrica da universidade.

Sono do bebê prematuro

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OndroM/ShutterStock

Com a qualidade do sono melhor, os recém-nascidos passam a se desenvolver mais rapidamente, com um padrão de sono mais tranquilo, assim como aqueles que logo recebem alta e passam as primeiras semanas de vida em casa.

Estima-se que, só nos EUA, 10% dos recém-nascidos americanos necessitam de tratamento em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

A melhora no padrão de sono desses bebês significaria uma maior recuperação e desenvolvimento infantil melhor, já que dormir bem é diretamente ligado ao progresso neurológico da criança - que acontece principalmente nas primeiras semanas de vida.

Conclusão

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MichaelBlackburn/istock

A pesquisa acompanhou 50 bebês que nasceram a partir da33ª semana de gestação, sem nenhum problema congênito que causasse interferência em seus padrões de sono.

Os recém-nascidos eram monitorados por 12 horas. Na primeira metade do período, eles ouviam gravações de suas mães lendo livros infantis. Na outra metade, as gravações eram silenciadas.

“O que descobrimos foi que os bebês na UTIN eram mais propensos a permanecer dormindo quando as gravações das vozes de suas mães tocavam do que sem elas", diz Shellhaas.

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Kursad Sezgin/ShutterStock

Foi concluído que as os bebês nascidos a partir da 35ª semana sentiam ainda mais a influência da voz materna na hora de dormir, fazendo com que acordassem menos e alcançassem mais rapidamente o sono REM - fase em que os sonhos se tornam mais reais e a atividade cerebral é semelhante a das horas que passamos acordados.

É nessa fase que o cérebro registra tudo o que aprendeu e viveu, sendo vital para o desenvolvimento neurológico saudável das crianças. Um bebê recém-nascido, por exemplo, passa 80% do tempo total de sono em sono REM.

Já os que nasceram entre a 33ª e a 34ª semana não apresentaram uma mudança tão evidente em seus padrões de sono.

Shellhaas diz que mais pesquisas são necessárias para explorar a associação entre gravações e o sono de um bebê, além de outros fatores que podem afetar o sono no ambiente da UTI como, por exemplo, os barulhos dos monitores de batimento cardíaco.

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