mulher

Atriz teve que fazer terapia para lidar com maternidade: só quem é mãe vai entender

O desejo de se tornar mãe é tão forte em algumas mulheres que, após ter isso realizado, muitas se sentem perdidas e com dificuldade de encontrarem outros desejos paralelos, como gostos profissionais ou mesmo pessoais. Foi o que aconteceu com a atriz Fernanda Rodrigues, que teve que fazer terapia para conseguir se distanciar da maternidade e redescobrir o mundo.

Terapia para superar maternidade

A maternidade, conforme revelou a atriz ao Purepeople, sempre ocupou um espaço tão grande em sua vida que, após o nascimento de sua primeira filha, Luiza, Fernanda teve que procurar atendimento especializado para conseguir se distanciar um pouco da relação com a filha, e assim não só se permitir descobrir outros gostos, como também permitir que a filha amadurecesse e descobrisse o mundo sem a supervisão constante da mãe.

"Falei a vida inteira que queria ser mãe. Tenho vários recortes de matérias com esse título. Era quase uma obsessão (risos). Depois que a Luisa nasceu eu fui para a terapia porque não conseguia me distanciar disso. Era como se tivesse vivido só para a maternidade. E ela me questionou onde estavam as outras versões de mim: atriz, amiga, mulher, esposa", afirmou a atriz.

Sentimento de culpa é comum nas mães

Graças ao acompanhamento especializado, Fernanda entende que não precisa se sentir culpada sempre que não conseguir atinguir todas as metas imagináveis impostas para si mesma e que todas as mulheres desenvolvem muitos outros papéis. Além de mães, todas as mulheres também são filhas, esposas, amigas e precisam de tempo para se dedicar a essas outras pessoas sem se anular por uma questão de saúde mental.

O sentimento da atriz é bastante comum em mães de primeira viagem que, por excesso de medo, insegurança ou mesmo amor, não se sentem confortáveis de deixar os filhos com outras pessoas, mesmo que sejam parentes de confiança.

Não à toa, o período após a licença maternidade é o mais doloroso para a mãe e para o bebê porque simboliza uma separação física desse laço e, no geral, as mães se culpam pela ausência na vida dos pequenos.

"Hoje, eu sou uma mãe melhor, que entende que quando não dá, ok. Agora com o Bento [seu segundo filho]. Na Luiza [primeira gestação], eu ficava culpadíssima", revelou Fernanda.

Maternidade