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Zilu revela depressão pós-parto após ter Wanessa e a face mais dura do problema

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zilucamargooficial/Instagram

A empresária Zilu Godói revelou que teve depressão pós-parto após o nascimento de sua primeira filha, a cantora Wanessa Camargo, mas não teve condições de tratar a doença -- realidade parecida com a de muitas brasileiras. Aos 56 anos, a ex-mulher do sertanejo Zezé Di Camargo ainda contou como o distúrbio prejudicou a saúde de seu bebê. Entenda:

Depressão pós-parto de Zilu

Em 1982, Zilu deu a luz à Wanessa Camargo. Então com 22 anos, a mãe de primeira viagem não tinha as condições financeiras que possui hoje, visto que ainda convivia com as dificuldades também enfrentadas em sua infância pobre.

Em entrevista ao "Programa do Gugu", da TV Record, ela disse que o nascimento da primogênita fez com que afundasse em uma forte depressão pós-parto que a impediu de cuidar adequadamente da bebê.

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zilucamargooficial/Instagram

"Imagina, eu tinha uma cinturinha de 60cm e engordei 27 quilos! Me senti a pior pessoa do mundo, meu mundo desabou. Eu não amamentei a Wanessa e não pude vê-la por uma semana!", contou no programa televisivo.

Zilu ainda revelou o que pensava nos primeiros dias de vida da menina. "Eu olhava para a Wanessa e pensava: 'Não dou conta de criar. Como vou criar? Eu não consigo trabalhar, cuidar da casa e ela depende de mim! Não vou dar conta e não sei como educar'", desabafa.

Como Zilu superou a depressão pós-pós parto

Quando questionada por Gugu sobre como venceu o transtorno, a empresária disse que "não teve tempo para superar, teve trabalho". Segundo ela, tinha de voltar rapidamente para casa após cada expediente para ver se a filha estava bem.

Entretanto, o estado depressivo ainda fez com que cometesse descuidos que levaram a bebê a contrair uma forte pneumonia e até mesmo sofrer queimaduras em uma das mãos.

Após o nascimento da segunda filha, a atriz Camilla Camargo, Zilu realizou cirurgia para não ter mais filhos, mas se arrependeu após algum tempo. Com um novo desejo de ser mãe, ela recorreu a outro procedimento para desfazer o primeiro. Cerca de oito meses depois, ela e Zezé Di Camargo conceberam Igor, que atualmente tem 23 anos.

"Hoje, eu diria para as mães o seguinte: com depressão ou sem depressão, com dinheiro ou sem dinheiro, não existe nada melhor no mundo do que a hora que você ouve o bebê te chamar de mamãe. Aí tudo valeu a pena", expressou a entrevistada.

"Depressão pós-parto não é frescura"

A empresária ainda ressaltou que a depressão foi responsável por mudanças drásticas no jeito como se sentia."Não é frescura. É uma coisa muito mais forte que você. Tudo em seu corpo muda. É uma briga com sua mente, hormônios, corpo e com aquele bebezinho que você sabe que tem de educar e criar. Também existe o medo da perda. Qualquer febre que dá, você entra em pânico", desabafou.

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Irina Bg/Shutterstock

A depressão pós-parto pode afetar qualquer mulher, entretanto, não são todas que a terão. Alguns fatores indicam uma maior tendência para desenvolver o problema, como predisposição genética, alterações hormonais, influência cultural, ambiente social e estresse.

Mulheres que já apresentaram esse tipo de depressão em gestação anterior têm maior risco de desenvolvê-la nas seguintes.

Sintomas como cansaço, tristeza profunda, falta de libido, culpa e medo, alterações no sono e apetite, isolamento, ansiedade, irritação e falta de esperança são sinais de alerta para procurar um médico e avaliar se o que sente é natural ou reflexo da doença.

Se não tratada, a doença dura vários meses e ainda pode colocar o bebê em risco, visto que muitas vezes a mãe fica incapaz de cuidar adequadamente da criança.

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