Modelo Paola Antonini é o exemplo de aceitação que todos deveriam seguir

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Ei, domingo! 💖

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Paola Antonini é modelo, tem apenas 23 anos e há três perdeu a perna esquerda em um atropelamento na frente de sua casa enquanto colocava malas no carro de seu namorado. O casal mineiro se preparava para viajar para Búzios, no Rio de Janeiro, onde passaria o Réveillon.

Modelo tem perna amputada após atropelamento 

Devido ao acidente, Paola precisou passar por uma cirurgia de 13 horas, mas nunca lamentou a amputação. Na época, ainda no hospital, fez um post em sua conta no Instagram para agradecer às orações das pessoas e já demonstrou sua força.

“Não vejo nada disso como uma tragédia, mas sim como uma nova chance da vida. Agradeço muito por estar viva, e no final, é isso o que realmente importa”, escreveu.

Em outra postagem, a modelo ainda afirmou que em nenhum momento se abateu ou se entristeceu ao saber que havia perdido uma perna.

Com mais de 1 milhão de seguidores apenas no Instagram, ela continua trabalhando como modelo e se tornou influenciadora digital.

Exemplo de aceitação 

“Eu sempre aceitei [minha deficiência] com muita naturalidade e eu sempre tentei passar isso para as pessoas porque eu sei que, quando novinha (e às vezes até mais velha), a gente tem muita dificuldade de aceitar as nossas imperfeições”, comenta Paola.

Apesar de ser muito bem resolvida com seu próprio corpo, Paola relembra que por volta dos 15 anos chegou a ficar com vergonha de usar biquíni, como muitas meninas, mas conforme o tempo foi passando, percebeu que isto era uma bobagem.

“Quando aconteceu o acidente eu já era um pouco desencanada com o meu corpo, nunca quis um padrão perfeito, e depois do acidente eu desencanei mais ainda. Eu perdi uma perna, tenho uma cicatriz enorme, mas eu sou muito tranquila com o meu corpo, acho que faz parte e que isso não é nada”, fala com naturalidade.

Objetivo de inspirar pessoas 

De acordo com a própria modelo, ela compartilha como é o seu dia a dia com os seguidores nas redes sociais com o intuito de mostrar que deficiência física não é um limitador e que a falta de um membro não a impede de fazer tudo o que ela quer.

Como enfrentar o preconceito?

Apesar de nunca ter sofrido preconceito diretamente, Paola sabe que ele existe e acredita que enfrentá-lo é fundamental para que ele seja combatido.

“Por mais que as pessoas olhem, comentem, não se esconda, elas vão parar de comentar uma hora. Eu sempre assumi a minha perna [mecânica] e acho que, por mais que tenha havido comentários maldosos, eu nunca percebi. Eu só foco nas coisas positivas”, afirma.

Inclusão na moda 

Segundo Paola, mesmo após a amputação, não faltaram trabalhos para ela como modelo e isto graças à inclusão. “Todo mundo já está querendo esta inclusão e eu acho que é o caminho certo. Tem que mostrar que o mundo é diferente mesmo, que as pessoas têm que ser felizes como elas são e quebrar um pouco deste padrão que está há tanto tempo na mídia”, opina.

No SPFW, Paola contou que já está vendo esta inclusão na prática não só com ela e que isto a deixa muito feliz. “A moda tem que mostrar a realidade, as pessoas querem ver o real, se identificar com a passarela, então é legal ter modelo plus size, com cabelo crespo, com deficiência, eu vi um modelo com vitiligo aqui e eu acho isso incrível”, comemorou. 

Fotos de Paola Antonini

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🌊 📷@neuronha

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Ee paraíso 💛 #casaneuronha #noronha2018

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