Se você quer mesmo emagrecer, deve focar mais no cérebro, e menos na dieta: como?

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Você sabe quais alimentos deve incluir ou retirar do cardápio para levar uma vida saudável e conseguir perder peso. Mas como existe um abismo entre a consciência e a atitude, trabalhar o aspecto psicológico é tão importante para emagrecer quanto conhecer as quantidades de calorias que coloca no prato. Por isso o seu cérebro pode ser vilão ou aliado da dieta.

Em um artigo para o site Summer Tomato, a neurocientista Darya Rose explica por que você deve se focar mais em sua mente e menos em planos alimentares se quiser emagrecer de verdade. Segundo a profissional, conhecimento de nutrição é válido, mas é apenas uma peça do quebra-cabeça. O verdadeiro segredo é entender seus comportamentos e motivações e usar essa informação para ter impacto significativo na saúde.

Segredo do emagrecimento saudável e duradouro

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Darya diz que a primeira coisa que é preciso entender é que não temos tanto controle sobre nossas escolhas alimentares como gostaríamos de acreditar. O autocontrole não é algo que podemos simplesmente ativar ou desativar e, como resultado, o processo de tomada de decisões é muito mais complexo.

Assim como um músculo do corpo, a força de vontade fica cansada quando exercitada com muita frequência. Todas as decisões que tomamos ao longo do dia acabam esgotando o autocontrole, podendo então atrapalhar um pouco a capacidade mental de escolher alimentos saudáveis. Cérebros cansados ​​acham muito mais fácil ir atrás de um biscoito, por exemplo, diz a neurocientistas.

Como o cérebro pode ajudar no processo de emagrecimento

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O grande segredo para trabalhar a força de vontade responsável por nossas escolhas à mesa é fazer com que ela se transforme em hábitos, automatizando ao máximo cada decisão que tomamos.

Uma vez estabelecidos, os hábitos minimizam o “gasto” de força de vontade ou esforço mental. Cientistas estimaram que até 90% de nossas decisões diárias em relação à alimentação ocorrem como resultado de hábitos. Isso economiza energia do cérebro para ser usada em decisões mais difíceis, onde os hábitos não podem ser aplicados.

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Darya ensina que que qualquer hábito que desejamos desenvolver precisa promover uma recompensa significativa para que ele se estabeleça. Isso significa que é importante não pensar apenas em contagens de calorias e encontrar alimentos saudáveis ​​que realmente gosta de comer e atividades físicas que gosta de fazer.

Como nossos cérebros normalmente ficam sobrecarregados facilmente, o ideal é evitar a pressa e não tentar desenvolver muitos hábitos de uma única vez. Fique focado em apenas dois ou três hábitos de cada vez e vá aos poucos. Hábitos podem levar de duas semanas a seis meses para se firmarem. Comece com os mais fáceis e trabalhe para avançar no projeto.

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