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Ana Paula Padrão relembra perda de bebê e fala de paz com ideia de não ser mãe

Aproveitando o Dia das Crianças, Ana Paula Padrão fez um relato diferente dos demais. Em meio a famosos que homenagearam os filhos e relembraram a infância com cliques antigos, a apresentadora falou sobre a decisão de não ser mãe – e, muito sincera, ela admitiu já quase ter cedido à pressão que mulheres sofrem para viver a maternidade, percebendo então que não há nada de errado em não sonhar com isso.

Ana Paula Padrão desabafa sobre decisão de não ser mãe

Em seu perfil no Instagram, a apresentadora Ana Paula Padrão fez, no Dia das Crianças, um desabafo honesto sobre sua decisão de não ter filhos. Muito certa do que escolheu para si, ela compartilhou que, ao contrário do que muita gente pensa, a maternidade não é pré-requisito para felicidade. “Hoje é Dia das Crianças e não há crianças em casa. Eu não tive filhos. E, acredite em mim, a vida sem filhos não é uma vida vazia”, disse.

Em seguida, Ana Paula compartilhou que, apesar de compreender, hoje, que esta é sua vontade, ela já teve dúvidas motivadas pela pressão social. “Até pensei em engravidar tempos atrás quando a idade soou o alerta ‘agora ou nunca’! Algumas tentativas fracassadas me fizeram, no entanto, compreender que eu estava inventando uma frustração que não existia antes”, disse ela.

Relembrando a forma como via a ideia de ter filhos no passado, ela fez uma importante reflexão. “Não fui uma adolescente que sonhou com uma casa repleta de filhos. No início da fase adulta, também não pensei muito sobre o assunto. Diziam: ‘Uma hora o desejo chega!’. Não chegou. No entanto, o contexto de uma relação estável e o prazo final estabelecido pela natureza me fizeram tentar”, disse, confessando ter perdido um bebê.

“Quando desisti da história, foi até com sensação de alívio. Os tratamentos são intensos, provocam variações hormonais bastante severas e ainda passei pela dor profunda de perder uma gravidez na décima semana”, afirmou a apresentadora, ressaltando crer que, talvez, as tentativas frustradas tenham sido uma espécie de “aviso” do próprio corpo. “Hoje, penso que talvez meu corpo tenha entendido esse conflito antes da minha consciência”, disse.

Na sequência, ela se descreveu como uma mulher que tem “uma vida perfeitamente feliz sem filhos” e, reforçando que não é contra a maternidade, mostrou como a escolha de não ter filhos é algo que não deve ser demonizado. “Não estou defendendo que mulheres não tenham filhos se assim desejarem. Estou aqui mostrando que o fato de não ser mãe não faz de mim uma mulher incompleta nem uma pessoa triste. Ao contrário. Ter tido a possibilidade de viver minhas escolhas me realiza porque elas combinam com quem eu sempre quis ser”, desabafou.

Por fim, ela incentivou que mulheres façam escolhas por si, e não por pressões externas. “Questione-se mais de uma vez. Fui mãe de inúmeros projetos, ajudei a maternar muitas pessoas e nunca olhei para trás com arrependimento. Então, qualquer que seja sua escolha, que seja sua! E que você nunca se permita ser julgada pelos caminhos que decidiu trilhar ainda que eles desafiem o senso comum”, concluiu.

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