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“Acharam que eu podia ficar melhor”: autoestima de Luisa Mell foi destruída por plástica

Quase dois meses após denunciar violência médica por ter sido submetida a uma cirurgia plástica sem seu consentimento, Luisa Mell voltou a falar do assunto, expondo a dor que ainda cerca esta questão. Em seu perfil no Instagram, ela refletiu sobre perdão, dando detalhes de como vem sendo o processo de reparar as cicatrizes deixadas pela lipoaspiração e mostrando que os padrões estéticos machucam até quando já se está dentro deles.

Luisa Mell volta a se abrir sobre violência médica sofrida por ela

Usando as redes sociais, a ativista Luisa Mell voltou a discutir uma questão dolorosa recentemente. Em dezembro de 2020, ela foi submetida a uma lipoaspiração na região das axilas sem consentir a isso enquanto passava por outro procedimento – e, devido ao quão dolorosa foi a situação, ela só falou sobre isso publicamente em julho deste ano. Agora, ela tocou no assunto novamente em meio a uma forte reflexão sobre perdoar quem nos faz mal.

“Sempre tive facilidade em perdoar. Até esqueço o que me fizeram. Achava uma qualidade. Mas este ano, não. Como perdoar se a dor ainda é viva? Tive o ano mais triste da minha vida”, disse ela, ressaltando que ainda está muito abalada emocionalmente. “Ainda estou lutando para sobreviver ao horror que me fizeram. Como vou conseguir perdoar se ainda dói tanto? Se ainda choro quando me olho?”, disse Luísa, provando que os padrões estéticos afetam até quem não está os perseguindo.

“Destruíram meu amor-próprio porque acharam que eu podia ficar melhor. Faz nove meses que vou em médicos tentando achar uma solução”, escreveu a ativista, que, apesar das dificuldades quanto ao perdão, mudou de ideia ao lembrar de sua cachorrinha.

“Achava que não ia conseguir [perdoar]. Até que ontem, um anjo me ensinou. Mesmo vítima de uma das maiores atrocidades que já presenciei, ela estava ali cheia de amor para todos. Mesmo depois de tudo o que passou, continuava amorosa. Mesmo toda a maldade do mundo não foi capaz de tirar sua bondade e alegria de viver”, compartilhou, explicando como passou a enxergar o perdão. “Perdoar não é deixar de punir, nem cobrar alguém. Aliás, não é sobre o outro. É sobre nós mesmos. É sobre libertar seu coração”, concluiu.

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Autoestima e autoaceitação