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Fernanda Nobre fala sobre relação aberta: "Lido com o fato de que fidelidade não existe"

Vivendo um casamento aberto com o marido, José Roberto Jardim, a atriz Fernanda Nobre recentemente deu detalhes da relação. Em um podcast, ela detalhou a forma como a ideia de ter um relacionamento assim foi construída em casal - e deixou claro que, apesar da liberdade, viver uma relação como esta não significa necessariamente estar sempre buscando envolvimentos fora dela.

Fernanda Nobre dá detalhes do casamento aberto

Convidada do podcast “Prazer, Renata”, comandado pela apresentadora Renata Ceribelli, a atriz Fernanda Nobre voltou a falar sobre o relacionamento aberto que tem com o marido. Apesar de ter revelado a escolha aos seguidores nas redes sociais em 2020, a atriz contou à apresentadora que vem “exercitando” esta liberdade há cerca de três anos - e relatou que, assim como outras desconstruções, não é algo fácil.

“Foi uma libertação. Não foi fácil e não é fácil, porque eu fui construída nessa sociedade, então quebrar esse padrão dentro de mim é superdifícil. Mas é um exercício - assim como é um exercício não competir com uma mulher, ou olhar para o meu corpo e aceitar ele. Tudo é um exercício, e isso passou a ser”, disse ela, afirmando que a dificuldade vem do fato de ela sempre ter sido muito insegura nas relações.

“A monogamia, assim como a maternidade, assim como a heterossexualidade, assim como várias outras coisas, são repetidas sem a gente questionar. Então eu me dei conta que eu, durante minha vida adulta, meus vinte inteiros, vivia de uma forma muito insegura. Nunca sofri muitos traumas por traição, mas sempre fui muito insegura, tinha medo de ser colocada como trouxa, levar uma pernada de um namorado, sempre aquele assombro da traição, ciumenta”, disse.

Ao concluir que gostaria de se desconstruir neste aspecto, ela passou então a falar sobre o assunto com o marido. “Comecei a conversar com meu parceiro, que é um cara muito aberto, intelectual… Somos artistas, a gente busca nos transformarmos e fazer das nossas vidas uma expressão artística também. É uma busca política”, afirmou, deixando claro que seu relacionamento tem regras e se baseia em flexibilidade.

“A gente já mudou várias vezes as regras, porque as coisas vão acontecendo e você vai sentindo, mas a regra principal é o diálogo. No meu caso, [o relacionamento] não é poligâmico, é só fora da hipocrisia. Eu posso me interessar por alguém, minha vida não é uma festa, eu não vivo saindo com várias pessoas, mas eu não finjo que isso não vai acontecer. Eu lido com o fato de que a fidelidade não existe, então lido com lealdade na relação”, comentou.

Além disso, ela também disse crer que este tipo de relacionamento não é mais “evoluído” que outros. “Uma pessoa que vive assim não é mais moderna, não é mais livre que uma mulher que vive um relacionamento monogâmico. Um relacionamento aberto pode ser extremamente machista”, afirmou ela, ressaltando que qualquer relação afetiva depende de confiança.

“As pessoas têm muito medo de como o outro vai lidar com essa liberdade, porque liberdade assusta. Eu acredito que uma relação saudável, seja ela aberta ou fechada, você precisa escolher muito bem a pessoa com quem vai criar esses códigos. Você precisa confiar eticamente naquela pessoa”, concluiu.

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