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Médica viraliza ao relatar parto de mãe em UTI com Covid-19: "Está viva!"

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iStock

A ginecologista e obstetra Sabrina Aguiar Forte, de Fortaleza, fez um relato de um parto bastante complicado de uma mulher que estava intubada na UTI, devido a complicações causadas pela Covid-19.

Ela e a equipe médica do hospital fizeram o parto de urgência e ajudaram a salvar a vida da criança, que nasceu bastante prematura, mas está viva e o relato emocionante de Sabrina viralizou.

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Sabrina começou o relato contando que realizou o parto de uma paciente de 24 anos em estado gravíssimo, que contraiu a Covid-19 e estava esperando a primeira filha.

Segundo a médica, a bebê prematura, aparentemente, não resistiria: "Odiada pandemia, hoje fiz uma cesariana de uma vítima sua de 24 anos. Gravíssima. Intubada. Esperando a primeira filha, uma prematura extrema. Ao abrir, a placenta resolve atrapalhar o serviço. Por que nunca é fácil? Bebê aparentemente morta".

Continuando o relato, Sabrina conta que a pediatra conseguiu trazer a bebê de volta à vida: "O tempo pára. Pi, pi, pi. Menos as máquinas do setor, menos o sangue. 'Dra, a pediatra trouxe de volta, está viva!' Parei, olhos cheios de água para a @yasminpaes. Que surpresa boa. Que alívio... O obstetra só volta a respirar depois de todo nascimento. Fato, essa é a adrenalina que nos preenche".

A obstetra aproveitou para agradecer todos os envolvidos. Segundo ela, todos lutaram nesse momento e continuam lutando pela vida de todos.

"Muito obrigada publicamente aos envolvidos: técnicos, enfermeiros, médicos, bioquímicos, fisioterapeutas, maqueiros, povo da limpeza. Assisti a uma extensa equipe lutar pelo sentido. O limite físico existe, não se iludam, não somos especiais, corajosos. Somos tementes. Ou estamos exaustos, ou estamos doentes. Chorei baixinho antes de me paramentar".

Sabrina desabafou sobre a rotina e todos os equipamentos de segurança que os médicos e funcionários do hospital devem usar para evitar a contaminação e disse que as roupas, luvas e máscaras não são nada agradáveis:

"Sabiam que são várias camadas de roupa, que sentimos calor, que a máscara machuca o tempo inteiro o rosto, que as luvas apertam e que fazemos o checklist das coisas inúmeras vezes na cabeça para não se contaminar? Não há um segundo de paz".

A ginecologista ainda falou sobre os jovens estarem dominando os leitos de UTI: "Reparei, no censo, que a paciente mais velha da UTI tem a minha idade e olha que sou um brotinho", disse Sabrina.

Por fim, ela aproveitou para fazer um alerta sobre o momento que estamos vivendo e sobre o uso da máscara: "Acabou essa história de “grupo de risco”. Ferrou geral. Quer ajudar? Enfie a máscara na fuça de quem você conhece, guarde seus pais e julgue sim os coleguinhas das festas proibidas. O caos não está para brincadeira e a parte desesperadora é que não tem leito para todo mundo. Nem caixão".

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