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Organização precisa de ajuda após pedidos por cesta básica triplicarem na pandemia

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Em março, a Casa do Zezinho, ONG que atua na região do Capão Repondo, Jardim Ângela e Jardim São Luis, em São Paulo, foi obrigada a interromper suas atividades por conta da pandemia do novo coronavírus.

Com atuação desde 1994, porém, a Casa do Zezinho não deixou de dar assistência às famílias que tanto dependiam das ações da ONG. Já foram feitas mais de 8,5 mil entregas de cestas básicas, kits de higiene e materiais pedagógicos, e a lista de espera por essa ajuda não para de crescer. A meta inicial de realizar 5 mil entregas passou para mais de 15 mil.

Casa do Zezinho: lista de espera triplicou

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Com a aproximação do vírus na região das favelas, os funcionários e voluntários da Casa do Zezinho passaram a se organizar para arrecadar cestas básicas, álcool em gel, água sanitária e sabonetes.

Em março, eles lançaram uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 55 mil. A meta foi batida, porém, com o agravamento da crise na região, agora eles precisam chegar a R$ 115 mil para conseguir atendar novas famílias.

Logo no início, o objetivo era atender 1,5 mil famílias. O número saltou para 3,5 mil em pouco tempo e, com mais pessoas pedindo ajuda, em abril decidiram trabalhar para atender, no mínimo, 5 mil famílias.

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A região do Capão Redondo é uma das mais afetadas pela pandemia, e agora em junho o número de pessoas precisando de ajuda triplicou. Para se ter ideia, apesar das 8,5 mil entregas que a Casa do Zezinho já conseguiu realizar, eles precisam de mais 10 mil cestas e kits para conseguir zerar a fila de espera e voltar a realizar novos cadastros.

"Nesse momento tão complicado, tão doloroso, pra gente que atua em favela, é difícil falar que não temos uma cesta básica. É muito difícil falar não para quem tem fome", disse, em vídeo compartilhado no Instagram, Dagmar Rivieri, fundadora da Casa do Zezinho.

Como ajudar a "Casa do Zezinho"

A ajuda pode ser feita pela vaquinha virtual da Casa do Zezinho ou, então, pelo site da organização, através de cartão de crédito, transferência bancária ou boleto.

Até ter as atividades interrompidas por conta da pandemia, a ONG oferecia atividades educacionais, alimentação e assistência social, jurídica e de saúde para famílias da região. O objetivo é ajudar crianças e jovens que vivem em situação de alta vulnerabilidade social.

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