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Está difícil fazer terapia em casa perto dos outros? Siga as dicas desta psicóloga

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Na quarentena, a maioria dos psicólogos passou a atender à distância, por telefone ou vídeochamadas, mas isso não agradou a todos. Neste contexto, muita gente suspendeu as sessões por vergonha ou medo da falta de privacidade que pode existir em falar sobre questões delicadas quando não se está sozinho em casa – mas, segundo especialista, há algumas formas de contornar o problema.

Terapia na quarentena e a privacidade

Devido à recomendação de sair o menos possível de casa, as sessões de terapia de muita gente passaram a ocorrer de forma não presencial, por chamadas de vídeo ou telefonemas, e isso implica no paciente fazer a terapia em casa. Com isso, é possível que a pessoa não tenha a privacidade que teria no consultório – algo que fez muita gente evitar ou suspender as sessões.

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“Algumas pessoas acabam deixando de fazer a terapia com uma frequência ou deixam de fazer a terapia por estarem em casa com outras pessoas e não terem um lugar reservado para fazer a sessão. A gente tem percebido que as pessoas ficam com receio de falar em suas aflições e angústias, com receio do outro escutar, com receio do julgamento do outro”, afirma a psicóloga Livia Marques, enfatizando que isso tem solução.

Privacidade na terapia em casa: 3 dicas

Comunicar o(s) outro(s)

Segundo a terapeuta, o primeiro passo é deixar bem claro para as pessoas da casa quando for entrar em terapia, enfatizando a necessidade de ter privacidade nesse momento. “Colocar limite no outro é difícil, mas é hora de dizer: ‘Olha, neste momento vou estar ocupada fazendo minha terapia. Vou estar aqui no quarto, fechar esta porta para que possa fazer meu acompanhamento’”, sugere ela.

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Combinar que os outros fiquem entretidos com algo

Outra ideia é estabelecer com os outros habitantes da casa que, no momento da terapia, eles ficarão entretidos com alguma coisa, certificando então de que ninguém estará escutando a sessão. É possível, por exemplo, sugerir que as pessoas façam alguma atividade em um cômodo que fique longe do escolhido para a terapia, assistam a um filme, entre outras tarefas ou passatempos.

Buscar um lugar fora da casa, mas protegido

Conforme sugere a psicóloga, também é possível buscar um local que esteja fora da casa ou do apartamento – mas que ainda seja seguro. Se o paciente tiver carro, por exemplo, uma ideia é usá-lo como “cômodo” para a sessão, bem como uma varanda ou alguma área reservada do prédio que esteja aberta e vazia durante o horário combinado com o terapeuta.

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Importância dada à terapia deve superar a vergonha

Livia lembra, no entanto, que apesar de ser natural ter receio de se expor sabendo que há outras pessoas por perto, é preciso ter em mente o quão importante é seguir com o acompanhamento psicológico – especialmente no momento atual, marcado por muito pânico e muita ansiedade. “A pessoa precisa entender o quanto isso é bom para ela”, afirma a psicóloga.

Além disso, ela enfatiza que ninguém tem a vida perfeita e, portanto, é normal ter queixas sobre, por exemplo, as pessoas de casa. Sendo assim, não é errado desabafar sobre elas na terapia e, se alguém ouvir, a situação vai seguir não sendo errada. “Se o paciente for questionado, aí é dizer: ‘Eu estava cuidando de mim’. Ela não está errada em levar para o terapeuta suas angústias para trabalhá-las”, conclui.

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Saúde mental e física na quarentena