Mari Palma relembra fase como repórter na Globo: “Foram dias chorando, engordei 7 kg”

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Globo/Ramón Vasconcelos

Uma das jornalistas mais conhecidas na internet atualmente, querida do público jovem e prestes a estrear um promissor projeto televisivo, o canal CNN Brasil, Mari Palma viu sua fama se multiplicar do dia para a noite há cerca de quatro anos, quando começou a apresentar o boletim "G1 em 1 Minuto", na TV Globo, e ganhou o coração da audiência. Mas, apesar dos bons frutos que a popularidade lhe trouxe, nem tudo foram flores.

“Essa exposição é boa porque nossos acertos são gigantes, mas nossos erros são maiores ainda. Quando eu comecei a ficar mais conhecida, foi muito difícil entender que, se eu acertasse, todo mundo ia aplaudir, mas, se eu errasse, todo mundo ia apontar o dedo na minha cara”, revelou durante o Talk Com Moni, evento sobre carreira e empreendedorismo que aconteceu no último sábado (5), em São Paulo.

Mari Palma não gostou de ser repórter esportiva

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Deividi Correa / AgNews

Convidada para falar sobre equilíbrio e saúde mental na profissão, Mari contou que a notoriedade lhe trouxe uma pressão muito grande por parte do público, da família e até de si, o que atingiu o ponto alto quando ela assumiu o cargo de repórter esportiva na emissora, em 2018.

“Eu não sou tão boa repórter e eu sei disso. Quando fui para a reportagem, eu queria ser a melhor. Mas eu era apresentadora de hardnews e fui para reportagem de esporte, ou seja, uma área que eu não conheço e uma função que eu não conheço.”

Com os fãs acompanhando de perto sua transição, a jornalista de 30 anos conta que não teve a liberdade de errar. "Todo mundo esperava que eu fosse ser exatamente igual eu era na apresentação, então todo mundo criticou muito. Eu fiquei muito mal, foram dias chorando, ligando para casa, para pai e mãe e falando: ‘Eu não quero mais’”, contou.

Teve um momento em que eu falei: ‘Eu não preciso ser a melhor repórter do mundo. Eu nem quero'

Em meio às dúvidas e sofrimento, ela diz ter engordado cerca de 5 a 7 kg e ainda ter tido que lidar com pressões estéticas.

“Alguém te fala: ‘Mari, você engordou’, ‘Mari, essa reportagem foi horrível’, e você tem que falar: ‘Obrigada pelo carinho’ (risos). É muito difícil tentar equilibrar tudo isso e ainda ter o corpo que todo mundo tem, o tempo – não é nem o tempo, porque às vezes você tem, é a vontade. Eu não tinha vontade de sair de casa para ir para a academia, é óbvio que eu engordei. Eu chegava em casa chorando, eu não ia comer salada, é óbvio que não.”

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A trajetória como repórter do "Globo Esporte" durou apenas cerca de oito meses, já que a jornalista foi transferida para o programa "Mais Você", onde ficou até o pedido de demissão da Globo, em julho de 2019. Porém, ela diz ter sido importante para se conhecer melhor, entender seus defeitos e qualidades e reafirmar sua paixão pela apresentação.

“Eu não sou uma ‘super-ultra-mega’ repórter e eu sei disso. Mas eu me garanto como apresentadora”, falou, defendendo que o autoconhecimento na carreira é a chave para não sofrer pressões desnecessárias. "Eu digo que eu aprendi muito, sofrendo mais ainda. Mas eu sei, hoje, que o que eu amo fazer é ser apresentadora de TV."

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