Sidney Magal surpreende com opinião sobre violência contra a mulher no "Encontro"

O cantor Sidney Magal surpreendeu pelo seu discurso sobre a violência contra a mulher. Ao falar sobre o tema em participação no “Encontro com Fátima Bernardes”, na Rede Globo, o artista pontuou como o assunto está intimamente relacionado ao ambiente familiar.

Violência contra a mulher: fala de Sidney Magal

Em sua participação no programa de Fátima Bernardes, Sidney recebeu um depoimento do filho caçula, Rodrigo.

O rapaz foi o responsável pela produção do show em comemoração dos 50 anos de carreira do pai como um gesto de carinho e respeito à história de seu progenitor e falou no programa o quanto enxerga o pai como uma referência.

Emocionado com as palavras do herdeiro mais novo, o cantor explicou que a relação entre ele e os filhos é muito forte e de muito respeito.

E esse tipo de vínculo, na visão do artista, é necessário, tendo em vista o atual cenário que muitas famílias ainda vivem.

“Queria aproveitar a minha emoção para falar um pouco do nosso país. Acho que aí começa tudo: dentro de casa, é o teu pai que te ama e te respeita, que respeita a tua mãe acima de tudo, porque temos vivido uma violência contra a mulher muito grande. Os filhos precisam entender que existe uma hierarquia de amor, não é um serviço militar onde você tem que obedecer as pessoas. Tem que colaborar com as pessoas para que elas sejam felizes. Isso é uma hierarquia de amor.”

Para Sidney, sua missão hoje em dia é que as pessoas absorvam essa visão sobre a necessidade do amor dentro da família.

“Queria servir eternamente muito mais de exemplo para as pessoa como ser humano do que como artista e o cantor da ‘Sandra Rosa Madalena'. Amo a minha família, os meus filhos e quero transmitir isso tudo para vocês sempre. quero que vocês saibam que isso é uma grande verdade.”

Violência contra a mulher ainda é uma realidade

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Polonez / Shutterstock

Como dito por Magal, a violência contra a mulher ainda é uma realidade. Dados do Atlas da Violência 2019, documento elaborado pelo do Ipea, 13 mulheres são mortas todos os dias no Brasil. Ao todo, 49.607 foram mortas no intervalo entre 2007 e 2017.

O estudo do Ipea também apontou que, do total de homicídios contra a mulher, 28,5% ocorrem dentro da residência e há uma percepção de que os casos de feminicídio aumentaram pelos estudiosos.

Segundo o relatório, muito provavelmente estes são casos de feminicídios íntimos, que decorrem de violência doméstica, porém problemas de nomenclatura, subnotificação, entre outros, não certificam se essa percepção no aumento de mortes em contexto de violência doméstica é real ou se as denúncias apenas aumentaram.

O estudo ainda mostra que, somente em 2017, mais de 221 mil mulheres procuraram delegacias de polícia para registrar casos de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.

Entretanto, o número de casos de violência doméstica pode estar bastante subestimado, uma vez que muitas vítimas sentem medo ou vergonha de fazer a denúncia.

Violência contra a mulher