Eis o duro desabafo sobre depressão grave feito por atriz de "Game Of Thrones"

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Alberto E. Rodriguez/Getty Images

Problemas relacionados à saúde mental como depressão e ansiedade são frequentemente relacionados à falta de realizações profissionais ou situações tristes em geral, e isso automaticamente faz muitos imaginarem que pessoas ricas e famosas não enfrentam essas questões por serem plenamente felizes.

Esta, porém, não é a realidade, e cada vez mais artistas estão tomando coragem para falar sobre situações traumáticas e problemas psicológicos abertamente como forma de alerta. Foi o que fez a atriz Sophie Turner, a Sansa da série “Game of Thrones”, que, em uma entrevista recente, fez um desabafo forte sobre o assunto.

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Dimitrios Kambouris/Getty Images

Sophie Turner lutou contra depressão e baixa autoestima

Em um papo com o psicólogo Dr. Phil para um podcast online do programa televisivo apresentado por ele, Sophie comentou que lida com depressão há ao menos cinco anos e que tudo começou quando ela ainda era uma adolescente prestes a começar a trabalhar.

“Meus amigos estavam indo para a universidade e eu estava trabalhando, mas ainda vivia na casa dos meus pais, então me sentia muito sozinha. Comecei a realmente ir ladeira abaixo quando cheguei à puberdade. Estava ganhando peso e as redes sociais me ferraram, foi aí que [a depressão] me pegou”, disse a atriz.

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Charles McQuillan/Getty Images

Questionada sobre a influência da internet em seu estado mental, Sophie relatou uma situação à qual todas as pessoas – especialmente mulheres – estão submetidas. Nas redes sociais, muita gente não mede palavras na hora de fazer críticas, e qualquer “imperfeição” vira motivo para comentários maldosos capazes de destruir a saúde mental de uma pessoa.

“Você vê dez ótimos comentários e os ignora, mas um comentário negativo te derruba. As pessoas costumavam escrever coisas como ‘Caramba, Sansa ganhou uns 5 kg’ ou ‘A Sansa precisa perder uns 5 kg’. Eu tinha muitas espinhas porque era adolescente e costumava receber muitos comentários sobre minha pele, meu peso, sobre como eu não era uma boa atriz”, relatou ela.

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Divulgação/HBO

Conforme contou a atriz, ela realmente chegou a um quadro preocupante da doença e sentia muita necessidade de se isolar – algo comum entre quem passa por isso. “Eu não tinha motivação para fazer nada ou para sair, até com meus melhores amigos. Eu não queria vê-los”, explicou, ressaltando que os problemas de autoestima afetaram até seu trabalho como atriz.

“Eu pedia para apertarem bem o corselete, fiquei muito insegura, me preocupava com ângulos, com meu rosto... Eu tenho um nariz grande, então ficava tipo ‘Não sei como me posicionar’. Me afetava criativamente, eu não podia fazer jus à personagem porque estava muito preocupada com a Sophie”, relatou ela.

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Jamie McCarthy/Getty Images

Apesar da necessidade de isolamento e das dificuldades para trabalhar, porém, a série deu a Sophie uma boa companhia. Algo que pessoas deprimidas costumam ouvir com frequência é que estão sendo dramáticas e precisam “levantar da cama para viver” – e foi na amiga Maisie Williams (que interpreta Arya na série) que Sophie encontrou empatia.

“Ela é só um ano mais nova que eu, estávamos crescendo juntas. Ela é minha melhor amiga, então foi a única para quem contei tudo isso. Estávamos passando pela mesma coisa, então após as gravações passávamos em um supermercado e ficávamos no quarto comendo na cama. Não socializamos por vários anos”, disse.

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Dia Dipasupil/Getty Images

Outro aspecto comum da depressão e da baixa autoestima relatado por Sophie foi o fato de que, quando estava bem para baixo, não se via digna de nada do que tinha apesar de ter se tornado uma atriz de muito sucesso. Com o tempo, porém, a situação começou a melhorar e, hoje, Sophie se enxerga de uma forma mais positiva – algo que seu noivo, Joe Jonas, a ajudou a alcançar.

“Quando alguém diz que te ama todos os dias, isso faz você realmente pensar no porquê disso e faz você se amar um pouquinho mais”, comentou a atriz, dizendo ter um objetivo ao contar sua história. “Gostaria que as pessoas não se sentissem tão sozinhas, se sentissem encorajadas para falar sobre isso”, explicou, se emocionando ao ouvir de Dr. Phil que o relato dela poderia fazer com que muitas meninas deixassem de, por exemplo, pensar em suicídio.

Veja o trecho completo da entrevista (em inglês):

Saúde mental, autoaceitação e mais