Rízia falou sobre assunto "vetado" de forma tocante e reação de TODOS os BBB foi linda

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Globo/Victor Pollak

A manhã desta quarta-feira (23) teve espaço para dois assuntos importantes, delicados e muito duros na casa do Big Brother Brasil 2019. É que neste dia celebra-se o aniversário de Rízia, que recebeu todo o carinho dos demais competidores do reality show.

Emocionada com a comemoração de seu aniversário no BBB 19, a sister resolveu fazer uma difícil revelação e lembrou-se que há alguns anos vivia um período completamente diferente da alegria que passa atualmente.

Rízia fala de saúde mental e suicídio

Ao transmitir ao elenco do BBB 19 sua felicidade por estar celebrando os 25 anos dentro do reality show da Rede Globo, Rízia refletiu como sua saúde mental já esteve muito diferente da atual.

Ao trazer memórias à tona, a participante conseguiu passar uma mensagem bem esclarecedora sobre a importância de cuidar da saúde mental, além de falar de um assunto normalmente "vetado" na mídia, justamente por ser muito sensível: o suicídio.

“A questão de saúde psicológica é tensa. Porque para quem já tentou tirar a vida e hoje está aqui com vocês... Eu estava olhando todo mundo e não acreditando que eu estou aqui. Acho que nem minha família sabe disso. Eu nunca imaginei isso. Eu nunca tive isso. A vida lá fora é braba, é tensa, não tem dó. E eu me esforcei muito esse anos para tentar não fazer uma besteira.”

Segundo Rizia, há alguns anos, a participante convivia com sentimentos conflitantes dentro de si que a levaram a pensar em atitudes extremas com a vida. Porém, tudo ficou no passado e hoje o sentimento é outro.

“A minha vida, na verdade, tinha perdido todo o sentido. Chegou a um ponto que eu me senti inútil, sabe. Eu estou fazendo o que aqui? Só estou vivendo na casa do meu pai e dando despesa. Ridículo uma pessoa de 23 anos – na época eu tinha 22 quando começou. Eu não estou acreditando que estou aqui em cima da cama com vocês.”

Tão emocionante quanto o discurso de Rízia foi a reação de todos os participantes. Em um silêncio respeitoso, eles ouviram atentamente e comovidos a cada palavra da colega de confinamento e, ao final, a aplaudiram e abraçaram.

Como falar sobre suicídio

Falar sobre temas tabu referentes à saúde mental, como o suicídio, é uma forma de não dar as costas a um problema real com que tantas pessoas convivem. Desse modo, ajudar, de maneira sincera e sem julgamentos, é também um passo fundamental na prevenção e diminuição destes números, segundo a psicóloga Karen Scavacini.

“A primeira coisa a fazer é oferecer ajuda, mostrar que percebe que o outro não está bem. É importante dizer ‘eu sei que é difícil, que as pessoas não entendem’”, orienta Karen.

Por outro lado, falas que desmerecem o sofrimento do outro, tais como "todos sofrem, isso vai passar, basta você querer", são capazes de piorar a situação.

Centro de Valorização da Vida

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LaraBelova/IStock

Atualmente, o Brasil conta, em 18 estados do país e no Distrito Federal, com o serviço do Centro de Valorização da Vida (CVV) que presta serviço voluntário de apoio emocional e prevenção ao suicídio.

O atendimento é feito de várias formas, desde pessoalmente até por meios virtuais, como e-mail e Skype – além de ser totalmente sigiloso.

A ideia do CVV é fornecer conforto e apoio emocional àqueles que se sentem sozinhos, desamparados, que não têm com quem conversar ou que têm medo de serem julgados por conhecidos.

Depressão

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GoodStudio/shutterstock

Scavacini alerta, contudo, que nem sempre a conversa com algum conhecido esolve os problemas, sendo necessários mais dois cuidados no tratamento de depressão.

“Se a pessoa é depressiva, precisa ser tratada com medicamento por conta do desbalanço químico que acontece no cérebro, além da necessidade de psicoterapia, para entender como vai enfrentar a questão.”

A especialista ainda pede atenção para o fato de que pessoas com depressão nem sempre vivem prostradas e sem vontade de sair de casa.

“Muitos casos de suicídio nem tiveram a doença cuidada, pois às vezes a depressão não tem aquela característica de não querer sair da cama”, analisa. “Em homens, principalmente, ela pode se apresentar pela agressividade”.

Saúde mental