Ela teve de amputar a perna na infância, mas não se deixou abalar e virou modelo linda

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Gentileza de Tessa Snyder

Ela é modelo, rompe padrões de beleza e carrega consigo uma história superinspiradora. Seu nome é Tessa Snyder, norte-americana de 29 anos do estado da Philadelphia, nos Estados Unidos.

Ao VIX, a norte-americana conta sua luta passada na infância contra um câncer que resultou na amputação de sua perna direita e um pouco da batalha atual para quebrar os padrões de beleza impostos pela sociedade. E ainda dá um recado motivador àqueles que lidam com baixa autoestima.

Modelo com perna amputada rompe barreiras

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Gentileza de Tessa Snyder

Câncer na infância

A batalha de Tessa começa em 2000, quando a norte-americana tinha apenas 11 anos. Na época, a então garotinha começou a apresentar dores na perna direita, que descobriu-se, posteriormente, serem suas primeiras manifestações do câncer.

“Fui diagnosticada erroneamente com ‘dores de crescimento’. Mas elas pioraram progressivamente ao ponto de minha perna ser tocada e eu sentir uma queimação que me levava às lágrimas”, conta a norte-americana, que obteve seu diagnóstico preciso após um exame de ressonância magnética, em junho daquele ano, apontando para um caso de câncer no fêmur direito.

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Gentileza de Tessa Snyder

Segundo a ortopedista Suely Akiki Nakagawa, que é mestre em Oncologia e diretora do Núcleo de Ortopedia do A.C Camargo Câncer Center, tumores ósseos costumam ser raros, mas são vários os tipos existentes, sendo o fêmur um dos locais mais afetados.

Os sintomas desse tipo de câncer são exatamente como os descritos por Tessa. “A dor começa leve e vai acontecendo um aumento progressivo na intensidade e na frequência”, explica Suely.

“Eu me lembro de manhãs em que eu sequer conseguia dobrar meus joelhos quando acordava”, recorda a norte-americana.

Decisão de amputar a perna

Com o diagnóstico do câncer, Tessa conta que passou sete meses realizando sessões de quimioterapia. “Eu basicamente vivi no hospital."

Após o período de tratamento quimioterápico, foi apresentada à menina uma possibilidade para encerrar a doença de uma forma mais definitiva: a amputação da perna.

“A amputação, na realidade, foi uma ideia minha. Apesar de todas as reações, eu tive uma conversa séria com meus médicos, minha família e a equipe que estava me acompanhando. Também conheci duas garotas que foram amputadas. Eu tive medo, mas sabia que era a melhor opção para me livrar do câncer para sempre e eu queria sarar.”

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Gentileza de Tessa Snyder

Apesar de ainda acontecer, as indicações de amputação são raras atualmente e ocorrem apenas quando há o envolvimento de nervos, articulações e vasos, entre outras partes importantes da perna, e não é possível preservá-los na cirurgia.

Além da amputação, o tratamento para câncer nos ossos varia de acordo com o tipo de tumor, podendo ser cirúrgico ou também com sessões de quimioterapia ou radioterapia.

“A cirurgia não é indicada apenas para tumores malignos, ela também é uma opção no caso do tumor benigno. A avaliação é feita caso a caso. Quanto maior o tumor, maiores as chances de a pessoa ter sequelas, porque ela pode ter perda de musculatura na região e envolvimento de nervos e vasos”, explica Suely.

Beleza e autoestima

Dezessete anos depois da decisão de amputar a perna direita, Tessa luta para tentar mudar os padrões de beleza que ainda vigoram na sociedade.

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Gentileza de Tessa Snyder

Um jeito encontrado por ela é mostrar que a ausência da perna não deve ser estigmatizado pelo mercado. Embora não tenha nenhum contrato firmado em agências, a norte-americana já realizou trabalhos para marcas e companhias como modelo.

“Mal posso esperar pelo dia em que marcas e companhias queiram se juntar a pessoas como eu, com essa ‘deficiência’”, protesta.

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Gentileza de Tessa Snyder

Por falar em beleza e seus padrões, Tessa acredita que o tema não seja fácil de ser trabalhado por todos. Mas o truque para lidar da melhor forma possível com a autoestima pode ser menos complexo do que se pensa. E a palavra para a solução passar por aceitação.

"Honestamente, o momento em que eu comecei a aceitar minhas inseguranças e a me amar foi o momento em que eu me senti livre. Sempre senti que tive uma autoestima boa, mas não tanto até o nascimento de meus filhos e meu casamento, junto com amadurecimento ao ficar mais velha, que foi a época quando comecei a me aceitar. Meu conselho é: ame a você mesmo em primeiro lugar. No momento em que você se aceitar como você realmente é, será o momento em que você se sentirá livre. Todos nós temos nossa própria definição de beleza, é como nós a definimos - ninguém mais o fará."

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Gentileza de Tessa Snyder

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