Frase de Ewbank em resposta a racismo contra Títi ensina muito sobre a humanidade

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso aumentaram a família em julho deste ano ao adotarem Chissomo, uma menina de 2 anos de idade. A criança, que ganhou o apelido de Títi, conquistou a família do casal. Desde então, Títi já foi clicada várias vezes sorridente e esbanjando estilo ao lado dos pais famosos, mas, infelizmente acaba de ser mais uma vítima de racismo.

Racismo contra filha de Gagliasso e Ewbank

Internautas postaram comentários preconceituosos em uma foto de Títi publicada por Ewbank em sua conta no Instagram. As ofensas foram deletadas pela atriz.

De acordo com o site de notícias G1, Bruno registrou queixa na manhã desta quarta-feira (16). Segundo a delegada Daniela Terra, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), dois suspeitos já foram identificados e podem responder por injúria por preconceito e também por racismo.

Resposta de Giovanna Ewbank

No último domingo, enquanto Gagliasso participava do programa “Domingão do Faustão”, da TV Globo, Giovanna usou sua conta no Instagram para publicar uma foto do marido ao lado da cantora Gabi Amarantos, que é negra, e falar sobre racismo.

Para isso, a apresentadora usou uma frase clássica de Nelson Mandela, um dos principais líderes da luta pela igualdade racial na África do Sul. Apesar de simples, a citação é um verdadeiro ensinamento sobre a origem do preconceito e sobre respeito:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar", escreveu Giovanna.

Gagliasso também se pronunciou sobre o caso e falou sobre a decisão de prestar queixa. “Minha filha tem algo que esses caras não têm: amor. Em relação ao preconceito, a gente tem que ser intolerante. Eu fiz o que eu tinha que fazer. Agora cabe à polícia",  comentou durante sua participação no quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão do Faustão. 

Outros casos de racismo

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vasara/shutterstock

Nos últimos meses, pelo menos 7 famosas negras foram vítimas de ataques racistas.  A ex-BBB Adélia revelou que sentiu na pele o racismo após sair do reality show global. A funkeira Ludmilla também já foi vítima de preconceito racial na web e usou sua própria conta no Instagram para pedir ajuda para identificar os criminosos. 

No começo do ano, a atriz Cris Vianna também foi atacada na internet e rebateu as ofensas. Além dela, Taís Araújo, Sheron Menezzes, Preta Gil e a jornalista Maria Júlia Coutinho também foram vítimas do crime e se pronunciaram sobre o ocorrido. 

Racismo é crime

No Brasil, racismo é um crime inafiançável e imprescritível, que é descrito como ofensa a uma coletividade indeterminada de pessoas, discriminando toda a integralidade de uma raça. Além disso, os ataques racistas podem também ser enquadrados como injúria racial, ou seja, ofensas à honra de alguém com base em elementos referentes à raça e cor. De acordo com o Código Penal Brasileiro, a pena é de 1 a 3 anos de prisão mais multa. 

Como denunciar?

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Divulgação/Portal Brasil

De acordo com o Portal Brasil, do Governo Federal, existem várias formas de denunciar casos de racismo. Uma delas é prestando queixa em delegacias comuns ou especializadas em crimes raciais. Em São Paulo, por exemplo, há a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. 

Caso o delito tenha sido cometido na web, a denúncia também pode ser feita em uma delegacia de Repressão aos Crimes de Informática ou comunicando as autoridades diretamente pela rede por meio de um destes três endereços eletrônicos: http://denuncia.pf.gov.br/,  http://new.safernet.org.br/denuncie ou http://cidadao.mpf.mp.br/.

Preconceito racial