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História real inspirou "Meu Pai, Meu Herói": o que é verdade no filme emocionante

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Pathé

"Meu Pai, Meu Herói" é daqueles filmes para assistir com uma caixa de lencinho do lado e mostra um pai, que larga o esporte para cuidar do filho cadeirante, mas acaba descobrindo que juntos os dois podem ir mais longe.

Por trás das cenas de superação e força, existe uma história real que inspirou a produção, lançada em 2014. Conheça os fatos por trás do filme e saiba o que é realidade e o que é ficção no longa que fez todo mundo se emocionar.

O que é real no filme "Meu Pai, Meu Herói"

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"Meu Pai, Meu Herói" acompanha Paul (Jacques Gamblin), um grande competidor de maratonas e triathlon, que abandona tudo ao perceber que seu filho, Julien (Fabien Héraud), vai passar o resto da vida em uma cadeira de rodas.

O relacionamento entre os dois fica conturbado, já que Paul não consegue ver que Julien só quer atenção, para poder viver aventuras ao lado dele. Ao saber que um paraplégico conseguiu completar uma competição, o garoto vê uma chance de mudar tudo.

É dessa forma que Julien propõe ao pai que os dois compitam juntos no triathlon "Ironman", uma das provas mais difíceis do circuito mundial, que acaba provando que a dupla é capaz de alcançar o que quiser, desde que o amor seja o combustível.

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A sinopse por si só é emocionante, mas "Meu Pai, Meu Herói" é completamente baseado em uma história real. Dirigido por Nils Tavernier, o filme é uma adaptação da trajetória do americano Dick Hoyt e seu filho Rick, hoje com 57 anos.

Tenente-coronel aposentado, Dick começou a competir em maratonas empurrando ou carregando o filho no colo. Rick nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço e, pela falta de oxigênio, desenvolveu um quadro grave de paralisia cerebral.

Devido a dificuldade para realizar algumas tarefas, como andar ou falar, Rick ganhou, aos 11 anos, um moderno sistema de computador que o permitiu se comunicar a partir de movimentos da cabeça.

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A paixão pelo esporte surgiu na adolescência. Foi assim que Dick resolveu dedicar-se a realizar o sonho do filho e colocá-lo dentro do universo de competições, ainda que não tivesse nenhuma experiência no ramo.

Em 1977, os dois participaram de sua primeira corrida juntos, com o pai empurrando a cadeira de rodas por 8 quilômetros. Pouco a pouco, as dificuldades foram se transformando em motivação e os dois nunca pararam de praticar.

Em 1992, a dupla completou uma maratona em 2 horas e 40 minutos, apenas 39 minutos a mais do que o recorde mundial do queniano Eliud Kipchoge, que correu sozinho, sem precisar empurrar uma cadeira de rodas.

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A decisão de Dick foi fundamental para o desenvolvimento de Rick, que conseguiu se formar e conquistou um emprego no laboratório de informática do Boston College, onde ajudou a desenvolver sistemas de comunicação e acessibilidade.

As diferenças entre a realidade e a ficção mostrada em "Meu Pai, Meu Herói" estão no fato de que, diferente dos protagonistas, Dick e Rick sempre tiveram uma boa relação e a ideia de entrar no mundo do esporte veio do próprio pai.

Em oposição ao que acontece no filme, Dick não precisou largar seu emprego, já que estava aposentando, mas não tinha nenhuma experiência com esporte e teve que começar do zero, se adaptando a uma rotina de exercícios.

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