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Cérebro humano tem estratégia mais eficaz que Inteligência Artificial para guardar memória

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agsandrew/shutterstock

Muitas vezes considerada uma ameaça para a humanidade e representada por supermáquinas e robôs, a Inteligência Artificial (AI) pode não ser tão poderosa quanto imaginamos, pelo menos no que diz respeito ao armazenamento de memórias.

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Tatiana Shepeleva vía Shutterstock

Nesse quesito, segundo um estudo divulgado no dia 15 de janeiro de 2021 pela Physical Review Letters, o cérebro humano ainda sai em vantagem.

Cérebro guarda memória de forma mais eficaz que IA

A estratégia do cérebro humano para armazenar memórias pode levar a recordações imperfeitas e nem sempre exatas, mas, por outro lado, permite guardar mais lembranças e com menos complicações do que a IA, diz a pesquisa.

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Life science/Shutterstock.com

Realizado por cientistas da SISSA em colaboração com o Instituto Kavli de Neurociência de Sistemas e Centro de Computação Neural, da Noruega, o estudo explica que as redes neurais, reais ou artificiais, aprendem ajustando as conexões entre os neurônios.

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Andrii Vodolazhskyi/shutterstock

Os ajustes fazem com que os neurônios fiquem mais fortes ou mais fracos, dependendo de suas atividades. Quando um padrão de atividade é estabelecido, recebe a definição de “uma memória”.

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GoodStudio/shutterstock

De acordo com os pesquisadores, a estratégia de IA para armazenar memórias é usar algoritmos longos e complexos, que ajustam e otimizam iterativamente as conexões.

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Nosso cérebro, por outro lado, realiza o mesmo processo de maneira muito mais simples e eficaz: cada conexão entre os neurônios muda apenas com base em quão ativos os dois neurônios estão ao mesmo tempo.

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Naeblys/shutterstock

Quando a estratégia simples usada pelo cérebro para alterar as conexões é combinada com modelos biologicamente plausíveis para a resposta de um único neurônio, essa estratégia funciona tão bem ou até melhor do que os algoritmos de IA, apontam os cientistas.

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