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Cientistas descobrem gene que permite que avós cuidem de nós por tanto tempo

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Cientistas descobriram que existe um gene responsável pela evolução dos humanos que faz com que nós possamos viver mais do que outras espécies. O achado ainda ajuda a revelar a importância dos idosos na sociedade.

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Marina Andrejchenko/Shutterstock.com

De acordo com a teoria da evolução e seleção natural, as espécies animais nascem, crescem, se reproduzem e estão automaticamente destinadas a morrer.

Porém, o caso dos humanos é especial, porque chega um ponto da vida em que não podemos mais nos reproduzir, mas continuamos a viver.

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Hemera/Thinkstock

Isso não significa que o propósito de vida tenha acabado, já que os idosos ajudam as gerações a desenvolver novas habilidades e a transmitir seus conhecimentos aos filhos e netos.

Embora os humanos tenham uma longa expectativa de vida, eles experimentam declínio físico e cognitivo. No entanto, os processos podem ser protegidos por um gene que evoluiu para esse propósito.

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iStock/Thinkstock

Um grupo de cientistas da Universidade de San Diego estudou o gene que codifica a proteína CD33, ligada ao processo de acúmulo de beta amiloide, que contribui para o desenvolvimento do Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que o gene possui um sistema regulador CD33 que protege o corpo do declínio cognitivo e os comparou a genes de chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

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Anna Kucherova/Shutterstock

O gene tem duas variantes: uma que predispõe as pessoas ao Alzheimer e outra que forma grupos de proteínas protetoras para prevenir a condição.

Os níveis de variantes de proteção genética são quatro vezes maiores em humanos do que em chimpanzés, aumentando assim a expectativa de vida e diminuindo o risco de declínio cognitivo.

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Em média, os chimpanzés vivem 39 anos, o que indica que eles morrem quando sua vida reprodutiva chega ao fim. A espécie não sofre declínio cognitivo e não vive o suficiente para desenvolver o gene protetor.

Os humanos, por outro lado, vivem mais tempo com o risco de doenças cognitivas, mas os genes evoluíram para evitá-las.

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"As avós são tão importantes em nossas vidas que até desenvolvemos genes para proteger suas mentes", diz Ajit Varki, um dos autores do estudo. Os pesquisadores também descobriram outras variantes genéticas envolvidas na prevenção do declínio cognitivo.

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O estudo encontrou a variante genética em um grupo africano e eles são predominantes naquele continente. No entanto, uma exploração de bases genéticas ao redor do mundo revelou que elas também estão presentes em outras sociedades.

“Esses genes provavelmente evoluíram para preservar avós valiosas e sábias, bem como para atrasar ou prevenir o surgimento de indivíduos dependentes que poderiam desviar recursos e esforços do cuidado dos jovens”, explicou Varki.

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De acordo com a Universidade de San Diego, a descoberta é importante porque revela o valioso papel dos idosos nas sociedades humanas.

Além disso, os achados da pesquisa podem ajudar a desenvolver tratamentos para a prevenção do Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas.

Relação entre avós e netos

Matéria traduzida do original de VIX espanhol, do autor Enrique Blancas.