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Criônica: procedimentos, preço e detalhes da técnica que congela corpos para "voltarem à vida"

Nesse momento, há centenas de pessoas literalmente congeladas, esperando reviver algum dia e mudar para sempre o significado da morte, como conhecemos. Seria a criônica, de fato, a chave para imortalidade?

A verdade por trás da criônica

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Robert Adrian Hillman/shutterstock

É preciso chegar a uma temperatura de -150 graus Celsius para cessar completamente todos os movimentos moleculares. Por isso, alguns pesquisadores acham que essa temperatura pode conservar o corpo humano em condições tão boas que seria possível revivê-lo. E além de ser estudado, isso já está sendo feito.

A criopreservação humana, ou seja, a ideia de congelar pessoas, surgiu no início dos anos 1960, graças a Robert Ettinger, conhecido como pai da criogenia.

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Anamaria Mejia/shutterstock

Ele morreu de causas naturais em 2011, aos 92 anos. Seu corpo foi congelado no Instituto Cryonics, fundada por ele mesmo nos Estados Unidos. Existem hoje várias empresas dedicada à criopreservação e todas se inspiram no trabalho de Robert.

Como o corpo humano é congelado

O corpo é resfriado em um banho de gelo e o sangue é retirado e substituído por uma solução que ajuda a proteger o cérebro e os tecidos do corpo.

Depois, o corpo é congelado a -196 graus Celsius e colocado em uma unidade de armazenamento cheia de nitrogênio líquido.

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Macrovector/shutterstock

Os clientes podem escolher entre duas opções: congelar o corpo inteiro ou somente a cabeça. A segunda opção é conhecida como neuropreservação e é a preferida de quem acha que o cérebro é a única parte do corpo que merece ser protegida, já que é lá estão a personalidade e as memórias.

Esses clientes também gostam da ideia de voltar à vida com um novo corpo, criado a partir das próprias células, ou mesmo dentro de um robô.

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Elegant Solution/shutterstock

Congelar apenas a cabeça também é mais barato. O custo médio anual para o congelamento do corpo inteiro é de cerca de 200 mil dólares, enquanto só o cérebro custaria “apenas” 80 mil dólares.

E por que alguém estaria disposto a pagar milhares de dólares para um procedimento que ninguém sabe se realmente funciona? Vários fatores podem estar envolvidos na decisão, mas os clientes não podem nunca reclamar de propaganda enganosa.

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sruilk/shutterstock

Os responsáveis pelo procedimento não garantem aos clientes que eles voltarão à vida e que ficarão bem para sempre. Eles têm consciência de que atuam em uma área incerta, mas isso não impede que eles tenham esperanças.

Há ainda uma grande parte da comunidade cientifica que não se anima muito com a ideia da criônica. São especialistas que sabem que o futuro pode surpreender, mas não consideram correto cobrar por um serviço que pode ser um completo fracasso. Alguns até encaram isso como “charlatanismo”.

Há mais pessoas congeladas do que sabemos

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Macrovector/shutterstock

Ninguém sabe exatamente quantas pessoas congeladas existem pelo mundo, mas em 2014, a estimativa era de que haviam 250 corpos congelados e 1.500 pessoas vivas nas filas dessas empresas, só nos Estados Unidos.

Muitas empresas de criogenia já faliram porque os familiares dos clientes congelados deixaram de pagar as taxas de manutenção. E você? Congelaria seu corpo pela possibilidade de viver no futuro?

Previsões para o futuro